Exames do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB) apontaram a presença de bactérias em alimentos coletados de uma pizzaria alvo de investigação após um surto de infecção alimentar que resultou em uma morte e na internação de mais de 90 pessoas em Pombal. A apuração dos resultados foi divulgada pela CBN nesta quinta-feira (26).

Foram analisados sete itens retirados do estabelecimento — entre pizzas, molhos e carnes — e seis deles apresentaram resultado positivo para as bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Nenhuma amostra testada indicou a presença de Salmonella, segundo o relatório do Lacen-PB.

Com base nas constatações laboratoriais, a principal hipótese levantada pelas autoridades é de contaminação por manipulação inadequada dos alimentos, possivelmente por alguém com ferimento nas mãos, o que facilitaria a proliferação de Staphylococcus aureus. Os laudos já foram encaminhados à Vigilância Sanitária e ao Instituto de Polícia Científica para continuidade das investigações.

Morte da consumidora

O surto, ocorrido em meados de março, levou à morte de uma consumidora identificada em um dos trechos como a servidora municipal Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 40 anos, enquanto dezenas de outras pessoas apresentaram sintomas como náuseas, vômitos e dores abdominais.

Em descrição detalhada do caso, a servidora aparece também mencionada como Raíssa Bezerra, de 44 anos, que foi atendida no Hospital Regional de Pombal no dia 15 de março após consumir alimentos na pizzaria investigada. O namorado dela, André Marreiro, de 39 anos, também passou por atendimento.

O quadro clínico da mulher piorou rapidamente e, na tarde de segunda-feira (16), ela foi levada à UTI. Ainda segundo relatos, na noite de segunda houve falência renal e necessidade de intubação. A consumidora faleceu na manhã de terça-feira (17), por volta das 8h50 (Brasília UTC-3), informação que deixou a família em choque.

A perícia inicial realizada no corpo não indicou sinais clássicos de intoxicação alimentar. O diretor do Numol de Cajazeiras, Luis Rustenis, afirmou que a necropsia não evidenciou sinais típicos de intoxicação e que foram solicitados exames toxicológicos e outras análises para investigar a presença de substâncias exógenas. O resultado do exame toxicológico ainda não foi divulgado.

As autoridades de saúde e segurança pública seguem apurando as circunstâncias do surto e a possível ligação entre as amostras contaminadas e os casos atendidos no hospital.

Com informações de Jornaldaparaiba