O Instituto de Polícia Científica (IPC) divulgou na segunda-feira (01) os resultados dos exames periciais realizados no corpo da aposentada Milce Daniel Pessoa, 72 anos, encontrada sem vida após seu desaparecimento na região da Grande João Pessoa.

Foram confeccionados nove laudos técnico-científicos a partir da análise do cadáver, entre eles exames toxicológicos e sexológicos, que descartaram a ocorrência de violência física. Conforme o IPC, não foi possível estabelecer o dia exato da morte, mas os procedimentos indicam que a vítima já não apresentava sinais vitais desde 27 de abril.

Em nota, o órgão classificou o caso como uma “necrópsia branca”, também referida como necrópsia não diagnóstica ou situação de causa de morte indeterminada. O comunicado explica que esse tipo de resultado pode ocorrer em eventos em que não há alterações anatômicas evidentes que permitam apontar uma causa precisa.

O IPC elencou, a título de exemplificação, possíveis situações que podem levar a esse cenário, citando episódios como arritmia cardíaca súbita e fatal, convulsões graves, síncopes, distúrbios hidroeletrolíticos, descompensações ácido-básicas, desidratação intensa e exaustão aguda, entre outras hipóteses. A nota esclarece que essas possibilidades servem apenas para contextualizar o conceito de necrópsia não diagnóstica e não caracterizam uma conclusão definitiva para o óbito.

As investigações e os procedimentos periciais seguiram os protocolos do IPC para casos em que não há indícios de crime ou sinais externos de violência. A família da aposentada foi comunicada sobre os resultados dos exames e os trâmites para liberação do corpo, conforme as normas vigentes.

O laudo final, com os relatórios produzidos, será utilizado para fins administrativos e para registro do caso, respeitando as diretrizes legais sobre mortes sem causa aparente em perícias médico-legais.

Com informações de Maispb