Lídia Moura, pré-candidata a deputada federal e ex-secretária de Estado das Mulheres e da Diversidade Humana pelo PSB, criticou com veemência as declarações do secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de João Pessoa, Bruno Farias, dirigidas ao ex-governador e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB). Segundo Lídia, os comentários do secretário constituem expressão de etarismo, além de serem “gravíssimos, violentos e desrespeitosos”.

O posicionamento da pré-candidata ocorreu após Bruno Farias afirmar ter dificuldade em votar em alguém que, na visão dele, trata o cargo de senador como se fosse algo íntimo e confortável, numa comparação aos objetos do ambiente doméstico. A declaração do ex-vereador foi interpretada por Lídia Moura como um ataque à experiência e à capacidade do político apontado.

Ao defender a responsabilização, Lídia destacou que o etarismo é uma das formas mais danosas de preconceito e lamentou que a prática parta de um representante público. Ela ressaltou ainda que as observações foram dirigidas ao governador mais bem avaliado da história da Paraíba, com aprovação superior a 70%, e que ocupa a liderança nas pesquisas para o Senado. Para a pré-candidata, reduzir a trajetória do pré-candidato a um estereótipo é também uma demonstração de desrespeito aos cidadãos em geral.

Além da crítica, Lídia Moura pediu a atuação do Ministério Público. Segundo ela, o órgão tem competência para proteger direitos difusos e coletivos, incluindo as garantias das pessoas idosas, e deve ser acionado diante da gravidade das declarações. A pré-candidata afirmou esperar que o MP adote as providências cabíveis para assegurar a proteção desses direitos e evitar a naturalização de discursos discriminatórios.

A repercussão do caso segue nas esferas política e institucional, com posicionamentos críticos sobre o teor das falas e pedidos de apuração por parte de agentes públicos e representantes do PSB.

Com informações de Polemicaparaiba