O governador Lucas Ribeiro (Progressistas) analisa, sem pressa, opções para escolher o(a) candidato(a) a vice-governador na chapa das eleições de outubro, acompanhando os movimentos da oposição e as necessidades estratégicas de sua base política. Apesar de pressão de aliados para antecipar a definição, o governador tem buscado acomodar diferentes interesses antes de bater o martelo.

O deputado estadual Adriano Galdino (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa e um dos cotados para a vaga, decidiu não comentar publicamente o assunto, afirmando que o debate interno ainda não foi iniciado oficialmente pelo bloco. Seu irmão, o deputado federal Murilo Galdino, voltou a defender a postulação de Adriano e sugeriu que a indicação seja feita até os festejos juninos, no próximo mês.

Adriano e Lucas cumprem agenda institucional em Brasília nesta semana, com audiências junto a ministros do Supremo Tribunal Federal para tentar solucionar o impasse entre Executivo e Legislativo sobre o valor das emendas impositivas de autoria dos parlamentares. A divergência, segundo as partes, é pontual e levou ao acordo pela judicialização da questão, envolvendo interpretações da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

No campo administrativo, Lucas segue com pautas de governo em curso. Ontem ele esteve em São Paulo para celebrar a parceria público-privada com a empresa espanhola Acciona, destinada a ampliar e modernizar o sistema de esgotamento sanitário em 85 municípios paraibanos. O projeto, com chancela do BNDEs, remonta ao segundo governo de João Azevêdo (PSB), a quem Lucas sucedeu em abril.

Também em Brasília, na segunda-feira, Lucas e outros quatro governadores receberão uma comenda no Senado Federal por avanços na alfabetização infantil e na redução das desigualdades de aprendizagem. Entre os gestores homenageados estão Elmano de Freitas (Ceará), Otaviano Pivetta (Mato Grosso), Rafael Fonteles (Piauí) e Ricardo Ferraço (Espírito Santo). A seleção foi feita por um comitê técnico que incluiu representantes do Ministério da Educação, do Senado, do Instituto Anísio Teixeira e das Fundações Lemann e Roberto Marinho.

No debate sucessório, duas mulheres surgem como alternativas para a vice: Rafaela Camaraense, ex-secretária do Meio Ambiente, indicada pela direção nacional do PDT, e Lígia Feliciano, ex-vice-governadora, cujo nome foi citado ontem pelo deputado federal Damião Feliciano (União Brasil). Rafaela, oriunda do Curimataú, teria preferência por qualidades técnicas e por representar uma região estratégica eleitoralmente.

Além desses nomes, o PT estadual reivindica a vice e tem sido citado o vereador de João Pessoa Marcos Henriques como possível indicação. A negociação envolve lideranças como o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, o ex-governador João Azevêdo, o deputado federal Hugo Motta e o pai de Lucas, Nabor Wanderley. A interlocução busca consenso para evitar fissuras que favoreçam a oposição.

No cenário eleitoral, considera-se que Adriano agregaria articulação política relevante diante de adversários como o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB) e o senador Efraim Filho (PL), pré-candidato ligado ao bolsonarismo. O governador, por ora, mantém a indefinição enquanto pondera a composição que melhor fortaleça o projeto majoritário.

Com informações de Polemicaparaiba