TRANSMISSÃO: Band

O governador em exercício da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), afirmou na noite de segunda-feira (23) que não teme a expressão utilizada pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), conhecida como “lapada de cipó”, e classificou a fala como vestígio da chamada velha política. A declaração foi feita no programa Hora H, da TV Norte Paraíba, transmitido pela Band.

Ao responder sobre o termo usado por Cícero contra adversários, Lucas disse que se trata de um resquício do passado e afirmou não ter saudade de “quando o governador resolvia as coisas na bala”, em referência às práticas políticas anteriores. Segundo o governador em exercício, sua postura e posicionamento prevalecerão diante desse tipo de atitude.

Lucas também avaliou a saída de Cícero da base governista e a aliança do prefeito com o Clã Cunha Lima e com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Ele lembrou declarações anteriores de Cícero contra Cunha Lima e críticas feitas por Veneziano, sugerindo que a população será quem dará a avaliação final sobre a composição política.

Na entrevista ao jornalista Heron Cid, o governador em exercício traçou comparações entre a atual gestão e administrações dos anos 1990 e início dos anos 2000, citando problemas sociais e econômicos daquela época. Lucas mencionou índices elevados de analfabetismo, desemprego e episódios em que servidores e policiais enfrentavam dificuldades para receber salários ou cumprir funções por falta de recursos, como abastecimento de viaturas.

Apesar dos embates políticos, Lucas afirmou que manterá diálogo administrativo com prefeitos, citando especificamente Bruno Cunha Lima (Campina Grande) e o futuro prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB). Ele destacou afinidade pessoal com Leo, lembrando que foram vices juntos, e disse que receberá todos os chefes municipais independentemente de diferenças partidárias.

Sobre a escolha do vice da chapa governista, Lucas afirmou que a decisão ficará para as convenções, mas descreveu o perfil desejado: alguém que some ao projeto e trabalhe com a equipe. Perguntado sobre a possibilidade de ter uma mulher na vaga, ele elogiou nomes como Pollyanna Werton, Rafaela Camaraense e Cida Ramos, e disse que seria uma honra contar com uma mulher na chapa.

Ao antecipar que assumirá definitivamente o governo em 2 de abril, com a desincompatibilização do governador João Azevêdo (PSB), Lucas garantiu que não fará grandes mudanças no secretariado, exceto para aqueles que precisarem deixar os cargos para disputar as eleições. Ele disse que pretende dar “sua cara” à gestão, mantendo a continuidade das ações que julgarem positivas e cobrando empenho dos secretários.

Respondendo a críticas sobre suposta inexperiência, Lucas rebateu citando obras e projetos do governo dos quais faz parte, entre eles a Ponte do Futuro, o Polo Turístico Cabo Branco e a construção do Hospital de Trauma do Sertão em Patos, além de afirmar que a Paraíba é o estado que mais cresce no Nordeste.





Por fim, o governador em exercício rejeitou a ideia de que decisões do Executivo seriam determinadas por integrantes de sua família, em referência ao deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) e à senadora Daniella Ribeiro (PP). Lucas afirmou que a responsabilidade pelas ações do governo será dele enquanto governador, em conjunto com a equipe de secretários e servidores públicos.

Com informações de Maispb