O governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição, aparece com o maior volume de recursos disponíveis para a campanha na Paraíba, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em prestação de contas parcial divulgada em 15 de setembro. Lucas declarou R$ 7,61 milhões em receitas, majoritariamente oriundas de fundos de campanha, montante superior ao teto de gastos de R$ 7.115.522,46 para o primeiro turno.

Na segunda posição entre os concorrentes ao governo está Efraim Filho (PL), com R$ 6,89 milhões em caixa, quase todo proveniente de recursos de campanha. Em terceiro lugar figura Cícero Lucena (MDB), com aproximadamente R$ 5 milhões. Desses três, Cícero foi o que mais recebeu doações privadas — R$ 58 mil — contra R$ 30 mil declarados por Lucas e R$ 24,8 mil por Efraim.

Senado

Para as duas vagas ao Senado, o ex-ministro Marcelo Queiroga (PL) lidera a lista, com R$ 3,81 milhões, valor equivalente ao limite de gastos na disputa para o Senado na Paraíba, fixado em R$ 3.811.887,03. Em seguida aparecem o ex-governador João Azevêdo (PSB), com R$ 3 milhões, e o atual senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), candidato à reeleição, com R$ 2,8 milhões. Entre eles, João Azevêdo declarou o maior volume de recursos privados, somando R$ 435 mil.

Câmara Federal

No pleito para a Câmara dos Deputados, o deputado estadual Tião Gomes (PSB) surge no topo, com cerca de R$ 2,8 milhões em receitas registradas; o limite de gastos para candidatos a deputado federal é de R$ 3,17 milhões. Logo atrás estão Cabo Gilberto (PL), também com aproximadamente R$ 2,8 milhões, e George Morais (PL), com R$ 2,4 milhões. A prestação de contas de Tião Gomes registra receitas tanto de fundos públicos quanto de doações, incluindo R$ 500 mil provenientes de fundo partidário.

Assembleia Legislativa

Na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa da Paraíba, Olivia Motta (Republicanos), irmã do presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta, declarou a maior receita entre os concorrentes ao cargo estadual, com R$ 1,2 milhão — próximo ao limite de R$ 1,27 milhão. A deputada estadual Cida Ramos (PT), presidente estadual do partido, e Fernanda Alvino (União Brasil) aparecem com R$ 1 milhão cada.

Partidos

Quanto às legendas, o Republicanos lidera em recursos, tendo declarado mais de R$ 8 milhões oriundos de fundo partidário para gastar na eleição. O MDB vem em seguida, com R$ 3,6 milhões, valor informado como proveniente de doações privadas. Por outro lado, os partidos Novo, PCdoB e PT não registraram recebimento direto de verba até o momento.

Prestação parcial e prazos

Os dados divulgados pelo TSE correspondem à movimentação financeira e aos recursos estimáveis em dinheiro registrados até 8 de setembro; as informações foram encaminhadas pelos partidos e candidatos entre 9 e 13 de setembro e podem sofrer alterações ao longo da campanha. A divulgação atende às exigências da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e às regras fixadas pela Justiça Eleitoral sobre arrecadação e gastos de campanha.

Consequências pelo não cumprimento

A Justiça Eleitoral considera grave a ausência da prestação de contas parcial dentro do prazo ou o envio de informações que não reflitam a movimentação real de recursos, conforme o artigo 47 da Resolução TSE nº 23.607/2019. Eventuais irregularidades são analisadas no julgamento das contas finais, salvo quando o candidato ou o partido apresenta justificativa aceita pela Justiça Eleitoral.

Com informações de Jornaldaparaiba