Presidente pede ação contra financiadores de organizações criminosas
Em discurso nesta segunda-feira (2), ao inaugurar o ano judiciário de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou a necessidade de responsabilizar os chamados “magnatas do crime” — indivíduos que atuam no financiamento de estruturas criminosas — e elogiou operações recentes das instituições de segurança.
Ao citar iniciativas voltadas ao chamado “andar de cima”, o chefe do Executivo ressaltou resultados obtidos pela “Operação Carbono Oculto”. “Com a operação Carbono Oculto, o Poder Judiciário, a Polícia Federal e a Receita Federal chegaram aos responsáveis pelo financiamento de grandes organizações criminosas”, afirmou Lula, durante o pronunciamento feito na sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília.
Para o presidente, coibir a atuação de quem sustenta essas quadrilhas é essencial para reduzir a atuação do crime organizado no país. Ele assinalou que, sem os recursos canalizados por esses financiadores, as facções teriam menos capacidade de expandir atividades ilícitas, como tráfico de drogas, extorsões e lavagem de dinheiro.
O presidente Lula destacou ainda a importância da cooperação entre os Poderes e entre diferentes órgãos de controle. Segundo ele, o alinhamento entre Judiciário, Polícia Federal e Receita Federal serve de exemplo e deve ser ampliado. “É preciso fortalecer a articulação institucional para que mais operações desse tipo possam ser deflagradas com rapidez e eficiência”, acrescentou.
No mesmo evento, representantes do Ministério Público e da advocacia defenderam maior efetividade nos mecanismos de combate ao crime financeiro, incluindo o aperfeiçoamento de leis que punam gestores e executores de esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. A iniciativa do Planalto, destacou Lula, vai no sentido de dar maior segurança jurídica aos investigadores e garantir que toda a cadeia responsável pelo delito seja alcançada.
O encontro também serviu para reafirmar o compromisso do governo federal com as reformas estruturais na área de segurança pública, tema que deve ser discutido ao longo do ano em parceria com o Congresso Nacional.
Com informações de Paraibaonline



