Mães de João Pessoa, na Paraíba, vêm enfrentando dificuldades para obter fórmulas especiais destinadas a crianças com alergia à proteína do leite de vaca. Segundo depoimentos colhidos na última sexta-feira (16), os estoques disponíveis na rede pública municipal estão zerados desde dezembro, fazendo com que pacientes pediátricos fiquem sem o nutriente adequado.

Entre as afetadas está a auxiliar de serviços gerais Angelice Silva, cuja criança, o bebê Benício, depende integralmente da fórmula hidrolisada. “Ele consome cerca de dez latas por mês e cada unidade sai em torno de R$ 300. Sem o fornecimento, muitas mães precisam recorrer a empréstimos para manter a alimentação dos filhos”, explica Angelice.

De acordo com as responsáveis, o uso de alternativas caseiras ou fórmulas convencionais pode provocar reações graves, incluindo diarreia, vômitos, lesões na pele, sangramentos e até complicações respiratórias. “É desesperador ver a criança com fome e não ter como substituir esse produto. As crises alérgicas não permitem outra opção”, relata uma das mães prejudicadas pela descontinuidade no atendimento.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa reconheceu o problema, atribuindo-o ao aumento repentino na demanda pelas fórmulas especiais. Em nota, o órgão esclareceu que o volume de solicitações ultrapassou as expectativas iniciais, trazendo impacto imediato no fluxo de distribuição.

A SMS informou ainda que já acionou fornecedores e intensificou a logística de entrega para recompor os estoques o quanto antes. A pasta garantiu que todas as medidas cabíveis estão em andamento, com previsão de normalização do abastecimento nas próximas semanas.

Enquanto isso, as mães continuam mobilizadas em busca de soluções temporárias e pressionam a administração municipal pela retomada urgente do fornecimento. Sem a fórmula adequada, os riscos à saúde dos pequenos permanecem elevados, intensificando o drama familiar enfrentado por quem depende do benefício.

O caso segue acompanhado por entidades de defesa dos direitos da criança, que cobram respostas efetivas e a manutenção constante da entrega do produto para evitar novos transtornos.

Com informações de Jornaldaparaiba