A Fecomércio Paraíba, por meio do Instituto de Planejamento, Estatística e Desenvolvimento da Paraíba (INDEP), divulgou os resultados da 20ª edição da Pesquisa Anual do Desempenho do Turismo na Região Metropolitana de João Pessoa (RMJP), referente ao verão de 2026. A sondagem foi realizada em janeiro, mês de alta estação, e mantém série histórica iniciada em 2006.
Quem e o que
Segundo a pesquisa, 96,20% dos turistas entrevistados em janeiro de 2026 afirmaram ter intenção de retornar à Região Metropolitana de João Pessoa. Entre os visitantes que conheciam a Paraíba pela primeira vez — 36,78% da amostra — 92,56% declararam desejo de voltar. Além disso, 97,42% dos entrevistados disseram que recomendariam o destino a amigos e familiares.
Quando e onde
A coleta de dados ocorreu entre 2 e 20 de janeiro de 2026, com 660 turistas entrevistados aleatoriamente em pontos como o Aeroporto Internacional Aena Brasil Castro Pinto, o Terminal Rodoviário Severino Camelo e atrações turísticas da RMJP.
Motivações e expectativas
O lazer foi o principal motivo da viagem para 69,60% dos entrevistados, seguida por visitas a familiares e amigos (21,43%) e deslocamentos a trabalho ou negócios (4,71%). As praias foram mencionadas por 82,10% dos turistas de lazer como motivo central da escolha do destino. Em relação às expectativas, 23,71% afirmaram que foram superadas, 73,10% disseram que foram atendidas e 2,58% consideraram que ficaram abaixo do esperado. Entre os visitantes de primeira viagem, 32,64% tiveram expectativas superadas e 64,05% relatam que foram correspondidas.
Perfil e procedência
Do total de entrevistados, 55,17% eram mulheres; 46,20% estavam casados; 23,56% tinham entre 28 e 35 anos; 25,53% apresentavam renda de até dois salários mínimos; e 40,28% possuíam ensino superior completo. A pesquisa aponta que 63,22% já haviam visitado a Paraíba anteriormente, com média de retorno à RMJP de cerca de quatro vezes por ano entre os que retornam. A origem dos turistas se concentrou no Nordeste (37,39%), Sudeste (32,98%) e Centro-Oeste (14,59%). As regiões Sul e Norte corresponderam a 7,29% e 5,78%, respectivamente, e turistas estrangeiros representaram 1,98% da amostra, vindos de países como Alemanha, Argentina, Estados Unidos, França, Suíça, Uruguai, Portugal, Canadá e China.
Avaliação da infraestrutura
Os serviços urbanos foram avaliados de forma majoritariamente positiva: transporte público urbano registrou 63,89% de avaliações “ótimo” ou “bom”, enquanto outros serviços superaram 70% de aprovação. Segurança pública obteve 90,05% na capital e 90,93% nas demais cidades da RMJP. Limpeza pública marcou 74,79% na capital e 73,79% nas demais cidades. Táxis receberam 89,23% de aprovação e sinalização urbana alcançou 87,59% na capital e 88,07% nas demais cidades.
Hospedagem, alimentação e pontos negativos
Quanto à estadia, 44,38% dos turistas escolheram meios convencionais — o maior índice desde 2006 —, com 19,00% em hotéis, 15,05% em flats, 6,84% em pousadas e 3,50% em hostels. Flats tiveram alta de 3,86 pontos percentuais em relação a 2025. Casas de parentes e amigos foram citadas por 42,86% e casas/apartamentos alugados por 12,46%. Durante a estada, 85,71% utilizaram bares e restaurantes; lanchonetes (34,65%) e padarias (23,40%) também cresceram. Reclamações mais frequentes incluíram desorganização no trânsito (20,00%), dificuldade de estacionamento (7,78%) e preços considerados altos em bares e restaurantes (12,78%) e hospedagens (3,89%).
Tempo de permanência e gastos
O período médio de permanência na RMJP foi de aproximadamente nove dias, estável em relação a 2025. O gasto médio diário per capita chegou a R$ 219,71, um aumento de 18,53% frente a 2025 (R$ 185,36). A maior fatia das despesas foi com alimentação (50,09%), seguida por hospedagem (23,97%), diversão (13,06%), compras (6,08%), aplicativos de transporte (3,22%) e locação de veículos (2,33%).
Observações finais
José Marconi Medeiros, presidente da Fecomércio Paraíba, ressaltou que o turismo é estratégico para o desenvolvimento econômico do estado, influenciando geração de emprego e renda e setores como comércio, hotelaria e serviços, além de fornecer subsídios para planejamento público e privado visando o fortalecimento sustentável do setor.
A pesquisa adotou o conceito de turista da Organização Mundial do Turismo (OMT), considerando como turistas pessoas não residentes que permaneceram na região por pelo menos 24 horas.
Com informações de Paraiba



