O presidente do Republicanos e deputado federal Marcos Pereira (SP) declarou preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Ele afirmou que a redução da jornada semanal pode prejudicar a competitividade das empresas brasileiras e provocar impactos sociais indesejados.
Em posicionamento público, o parlamentar disse ter tratado do tema com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e defendeu análise cuidadosa da proposta diante do atual quadro econômico e político. Para Marcos Pereira, a medida exige avaliação criteriosa antes de qualquer decisão legislativa.
“Eu acho que quanto mais trabalho, mais prosperidade. Claro, tem que ter lazer, mas ócio demais faz mal”, afirmou o deputado ao justificar sua visão sobre a relação entre ocupação laboral e desenvolvimento.
Marcos Pereira também questionou de que maneira o tempo livre adicional seria aproveitado por trabalhadores de baixa renda. Segundo ele, a mudança pode expor essas populações a riscos sociais, em vez de ampliar oportunidades de lazer.
“Vai ficar mais exposto a drogas, a jogo de azar. Pode ser o contrário, ao invés de lazer, pode ser o mal. Qual é o lazer de um pobre numa comunidade? Ou no sertão lá do Nordeste?”, indagou o dirigente do Republicanos, ressaltando preocupação com possíveis efeitos colaterais da redução da jornada em áreas vulneráveis.
Além das críticas sobre impactos sociais e econômicos, o deputado manifestou apreensão quanto ao calendário de votação da PEC. Ele considerou o tema sensível e disse temer que a proximidade de eleições influencie o comportamento dos parlamentares, pressionando decisões por razões eleitorais.
“Às vezes até tem que votar [a favor] por conta de ser um ano eleitoral, porque o eleitor pode não entender bem se você votar contra, por exemplo. Estou preocupado”, declarou, apontando a possibilidade de votos condicionados ao ambiente político do período eleitoral.
O debate sobre o fim da jornada 6×1 segue em pauta no Congresso, com posições divergentes entre parlamentares, representantes do setor produtivo e movimentos sociais, que vêm discutindo impactos trabalhistas e sociais da proposta.
Com informações de Polemicaparaiba



