Matheus Cunha foi confirmado como o camisa 9 da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026, entrando em uma linhagem de atacantes que já vestiram esse número em edições anteriores do Mundial.
O número 9 tem sido usado por jogadores de destaque ao longo da história do Brasil em Copas do Mundo. À frente da lista está Ronaldo Fenômeno, tricampeão do prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa e bicampeão mundial com a seleção, que em 1998 terminou como artilheiro daquela edição do torneio, quando o Brasil foi vice-campeão para a França.
Outros nomes de relevo que já ocuparam a camisa 9 em Mundiais incluem Careca (1986 e 1990), Serginho Chulapa (1982), Reinaldo (1978) e Tostão (1970). Desde a saída de Ronaldo, o texto lembra que nenhum atacante foi tão decisivo nas Copas quanto ele, o que ressalta a tradição associada ao número.
Embora não seja um centroavante com alta média de gols pela seleção, Matheus Cunha tem se destacado pela versatilidade. Além de atuar como referência no ataque, o jogador do Manchester United pode desempenhar funções de meio-campo e também se deslocar pelas pontas. A expectativa é de que ele seja um dos titulares do técnico Carlo Ancelotti na Copa de 2026.
Pela seleção principal, Cunha soma 21 partidas oficiais e marcou um gol, marcado contra a Argentina em Buenos Aires. O jogador já havia usado a camisa 9 em competições anteriores pelo Brasil: nas Olimpíadas de Tóquio-2020, disputadas em 2021, ele vestiu a camisa 9 da equipe que conquistou a medalha de ouro. Na final contra a Espanha, Cunha marcou e foi um dos destaques do ciclo olímpico, ao terminar como artilheiro do Brasil no período com 18 gols em 23 jogos, contabilizando também partidas do Pré-Olímpico.
Lista dos camisas 9 do Brasil em Copas do Mundo
- 2022: Richarlison
- 2018: Gabriel Jesus
- 2014: Fred
- 2010: Luis Fabiano
- 2006: Ronaldo Fenômeno
- 2002: Ronaldo Fenômeno
- 1998: Ronaldo Fenômeno
- 1994: Zinho
- 1990: Careca
- 1986: Careca
- 1982: Serginho Chulapa
- 1978: Reinaldo
- 1974: César
- 1970: Tostão
- 1966: Rildo
- 1962: Coutinho
- 1958: Zózimo
- 1954: Baltazar
- 1950: Baltazar e Ademir Menezes
Nas primeiras Copas, a numeração não seguia o mesmo padrão fixo adotado nas últimas décadas.
Matheus Cunha, portanto, assume um número carregado de história para a seleção brasileira, com passagens por Olimpíadas vitoriosas e presença recorrente em convocações internacionais.
Com informações de Jornaldaparaiba



