O mercado financeiro revisou para baixo a estimativa de inflação e diminuiu a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. As expectativas para a cotação do dólar e para a taxa básica de juros (Selic) permaneceram estáveis na comparação com levantamentos anteriores.
O Boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central em Brasília, reúne a média das projeções de bancos, corretoras e consultorias sobre a economia brasileira para 2026 e para os anos seguintes.
Inflação
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 recuou de 5,02% para 5,01%, na comparação com a semana anterior. Para 2027, o mercado elevou levemente a projeção de 4,25% para 4,28%. As previsões para 2028 e 2029 permaneceram em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,44%, de acordo com os dados oficiais de julho divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que coloca o índice de volta na meta do governo.
PIB
As instituições consultadas pelo Focus cortaram a projeção do PIB para este ano de 1,95% para 1,92%. Para os anos seguintes, as expectativas permaneceram estáveis: crescimento de 1,50% em 2027, 1,98% em 2028 e 2,00% em 2029.
Dólar
A previsão do mercado é que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20, valor que está inalterado em relação à projeção divulgada há quatro semanas. Para 2027 e 2028, a expectativa é de R$ 5,30, e para 2029 a projeção subiu para R$ 5,36.
O comportamento do dólar frente ao real influencia preços de bens importados e exportações: a alta do câmbio tende a encarecer importados e pressionar a inflação, enquanto favorece as vendas brasileiras no exterior; a queda do dólar costuma baratear importados, aliviando pressões inflacionárias, mas pode aumentar a concorrência para a indústria nacional.
Juros
As instituições mantiveram a estimativa para a taxa Selic em R$ 13,75. Para 2027, o mercado projeta que a Selic terminará o ano em 12%, em 2028 em 10,5% e em 2029 em 10%.
Atualmente, a Selic está em 14% ao ano. A última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorreu em 5 de agosto, quando a taxa foi ajustada em um cenário de desaceleração da inflação, mas ainda marcado por incertezas que exigem cautela, segundo a ata da reunião.
O Boletim Focus consolida o consenso semanal das instituições financeiras sobre os principais indicadores macroeconômicos e suas trajetórias previstas para os próximos anos.
Com informações de Agência Brasil



