Portaria publicada no Diário Oficial da União
Em portaria divulgada no Diário Oficial da União (DOU) de 13 de janeiro de 2026, o Ministério da Saúde comunicou a não incorporação da vacina para prevenção de herpes-zóster ao rol de imunobiológicos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Avaliação técnica da Conitec
O parecer responsável pela recomendação foi elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e está disponível no site da entidade. O documento detalha o processo de análise, que incluiu a submissão de dossiês por fabricantes, exame técnico por comitês especializados e realização de consulta pública entre julho e setembro de 2025.
De acordo com o relatório, embora haja comprovação de eficácia na prevenção de complicações causadas pelo vírus varicela-zóster, fatores como custos envolvidos e lacunas em dados nacionais sobre custo-efetividade levaram à decisão de não recomendar, no momento, a oferta gratuita do imunizante pelo SUS.
Contribuições e próximos passos
Durante a consulta pública, foram recebidas centenas de contribuições de profissionais de saúde, gestores e usuários. A Conitec avaliou sugestões e críticas, mas concluiu que ainda não se dispõe de informações suficientes para garantir o melhor uso dos recursos públicos em larga escala.
Com isso, o Ministério da Saúde informou que poderá reavaliar o tema futuramente caso surjam novos estudos ou propostas de preços mais competitivos. Até lá, o órgão segue priorizando as vacinas já previstas no calendário nacional, como aquelas contra gripe, HPV, varicela e hepatites.
Disponibilidade no setor privado
Embora não faça parte da cesta de vacinas do SUS, o imunizante contra herpes-zóster permanece à disposição em clínicas particulares e drogarias, sob prescrição médica. A doença costuma se manifestar em adultos acima de 50 anos e pode causar dor intensa e complicações neurológicas.
Com informações de Paraibaonline



