A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) divulgou seu boletim mais recente sobre o nível dos reservatórios no estado e confirmou um quadro preocupante, sobretudo no Sertão. Segundo o levantamento, 42 açudes operam com menos de 10% da capacidade, classificação considerada crítica mesmo após o reforço das águas da Transposição do Rio São Francisco.

O relatório registra que apenas quatro reservatórios estão sangrando e 20 apresentam situação favorável. Entre as demais estruturas monitoradas, 14 permanecem em condição de normalidade, 42 estão em observação e 14 foram enquadradas em estado de atenção.

Sertão concentra os volumes mais baixos

As informações da Aesa indicam que vários mananciais estratégicos para o abastecimento humano e para a atividade agrícola no Alto Sertão e em outras áreas sertanejas acumulam percentuais muito aquém do ideal. Confira os dados divulgados:

  • São Gonçalo, em Sousa – 39,93%
  • Engenheiro Avidos, em Cajazeiras – 20,97%
  • Lagoa do Arroz, em Cajazeiras – 23,11%
  • Açude de Gamela, em Triunfo – 20,83%
  • Capivara, em Uiraúna – 29,70%
  • Arrojado, em Uiraúna – 21,23%
  • Açude de Pilões, em Triunfo – 7,73%
  • Chupadouro, em São João do Rio do Peixe – 6,61%
  • Cachoeira da Vaca, em Cachoeira dos Índios – 34,16%
  • Bom Jesus, em São José de Piranhas – 54%
  • São José I (Cagepa), em São José de Piranhas – 49,13%
  • Bartolomeu, em Bonito de Santa Fé – 43,16%
  • Açude do Vídeo, em Conceição – 63,67%
  • Vazante, em Ibiara – 44,51%
  • Piranhas, em Ibiara – 54,61%
  • Roçado, em Conceição – 0,14%
  • Serra Vermelha I, em Conceição – 35,29%
  • Condado, em Conceição – 33,01%
  • Santa Inês, em Santa Inês – 13,94%
  • Mameluco, em Santana de Mangueira – 11,20%
  • Poço Redondo, em Santana de Mangueira – 22,01%
  • Vazante, em Diamante – 44,51%
  • Riacho Verde, em Boa Ventura – 50,50%
  • Bruscas, em Curral Velho – 26,20%
  • Catolé I, em Manaíra – 41,70%
  • Jatobá II, em Princesa Isabel – 36,23%
  • Saco, em Pedra Branca – 31,44%
  • Queimadas, em Santana dos Garrotes – 29,85%
  • Coremas, em Coremas – 31,09%
  • Mãe D’Água, em Coremas – 31,48%
  • Genipapeiro, em São José da Lagoa Tapada – 19,49%
  • Lancha I, em Aguiar – 36,68%
  • Cochos, em Igaracy – 54,10%
  • Cachoeira dos Alves, em Itaporanga – 35,67%
  • Pimenta, em São José de Caiana – 22,58%
  • Cafundó, em Serra Grande – 56,65%
  • Genipapeiro (Buiú), em Olho D’Água – 17,61%
  • Emas, em Emas – 24,63%
  • Engenheiro Arco Verde, em Condado – 11,15%
  • Jatobá I, em Patos – 13,15%
  • Açude da Farinha, em Patos – 1,38%
  • Carneiro, em Jericó – 48,87%
  • Riacho dos Cavalos, em Riacho dos Cavalos – 10,48%
  • Santa Rosa, em Brejo do Cruz – 29,84%
  • Tapera, em Brejo do Cruz – 4,15%
  • Escondido, em Belém do Brejo do Cruz – 2,07%
  • Baião, entre Belém do Brejo do Cruz e São José do Brejo do Cruz – 32,55%

O levantamento da Aesa reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos recursos hídricos e destaca a importância de ações de gestão para mitigar os efeitos da escassez, especialmente nas áreas que dependem desses reservatórios.





Com informações de Diariodosertao