A atriz francesa Brigitte Bardot faleceu neste domingo, 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos. Nascida em Paris em 1934, Bardot esteve entre os maiores ícones do cinema mundial no século XX, reconhecida tanto pela carreira nas telas quanto pela influência na moda e nos costumes de sua época.
Bardot alcançou projeção internacional em 1956, quando protagonizou E Deus Criou a Mulher, dirigido por Roger Vadim, então seu marido. O longa-metragem causou forte repercussão pelo teor considerado avançado para os padrões da época e consolidou a artista como símbolo sexual global.
O impacto do filme extrapolou o cinema: em 1957, o título provocou escândalo em vários países, situação que contrasta com o contexto atual, em que a obra dificilmente causaria surpresa em uma exibição televisiva vespertina.
A trajetória de Bardot guarda semelhanças com a de Greta Garbo, estrela sueca que fez carreira em Hollywood. Garbo abandonou as telas em 1941, aos 36 anos, tornando-se reclusa até morrer em 1990, aos 84. Bardot tomou decisão parecida em 1974, deixando a atuação quando tinha apenas 39 anos.
No período ativo, Bardot participou de produções marcantes. Trabalhou com Louis Malle em Vida Privada (1962), ao lado de Marcello Mastroianni, e em Viva Maria! (1965), com Jeanne Moreau. Em 1963, foi dirigida por Jean-Luc Godard em O Desprezo e voltou a colaborar com o cineasta em Masculino, Feminino (1966), interpretando a si mesma.
Outros destaques incluem Shalako (1968), western de Edward Dmytryk em que contracenou com Sean Connery, então no auge da popularidade como James Bond.
A artista também manteve relação próxima com o Brasil. Em 1964, escolheu Búzios para férias e acabou projetando o balneário fluminense no cenário internacional. Três anos depois, foi citada por Caetano Veloso na canção Alegria, Alegria.
Ao deixar o cinema, Bardot declarou que se dedicaria integralmente à proteção dos animais, causa que abraçou até o fim da vida. Essa postura, entretanto, conviveu com a polêmica posição política da ex-atriz, que manifestou apoio à extrema-direita francesa.
Brigitte Bardot deixa legado que influenciou gerações de artistas e marcou a cultura pop da segunda metade do século passado.
Com informações de Jornaldaparaiba




