O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra três pessoas suspeitas de integrar um esquema de distribuição de dinheiro falso no comércio de Campina Grande, agreste paraibano.
De acordo com a ação penal, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, planejamento logístico e uso de disfarces para despistar câmeras de segurança. As investigações apontam que os denunciados realizavam compras de baixo valor e pagavam com cédulas falsificadas, obtendo troco em dinheiro legítimo.
Planejamento e comunicação
Interceptações telefônicas revelaram que os suspeitos discutiam rotas, cidades e estabelecimentos mais vulneráveis antes de agir. As conversas eram mantidas por aplicativos de mensagens, incluindo um grupo de WhatsApp criado poucos dias antes dos crimes.
Além de Campina Grande, o trio planejava se deslocar para João Pessoa (PB), Caicó (RN) e Natal (RN) a fim de ampliar a prática criminosa.
Disfarces e provas
Imagens de um shopping em Campina Grande mostram os acusados chegando juntos em um veículo supostamente usado em outras operações. Para evitar identificação, eles utilizavam óculos, chapéus e camisas diferentes.
As notas apreendidas foram submetidas a perícia, que confirmou a falsidade e a alta qualidade do material, capaz de enganar consumidores e comerciantes.
Imagem: Internet
Movimentações financeiras
O MPF também identificou transações suspeitas em uma casa lotérica e transferências via PIX entre os envolvidos, o que, segundo a denúncia, reforça a existência da associação criminosa.
Pedidos do MPF
O órgão requereu o recebimento da denúncia e a condenação dos três acusados pelos crimes de associação criminosa e introdução de moeda falsa, previstos nos artigos 288 e 289, parágrafo 1º, do Código Penal.
Com informações de MaisPB



