Uma mulher de 60 anos foi assassinada a facadas na madrugada desta quinta-feira, 25 de dezembro, no loteamento Engenho Velho, localizado no bairro de Gramame, Zona Sul de João Pessoa. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, o principal suspeito é um homem de 40 anos que mantinha relacionamento amoroso com a vítima.
A vítima foi identificada como Marlucia Barbalho Soares. Conforme o delegado responsável pelo caso, ela recebeu cinco golpes de faca que atingiram pescoço, tórax e braços. As lesões provocaram morte imediata, ainda no local do crime.
Informações repassadas pela Polícia Militar indicam que vizinhos acionaram as equipes de segurança depois de ouvirem gritos vindos da residência do casal, por volta das 2h da madrugada. Quando os policiais chegaram, encontraram a mulher sem vida e o suspeito gravemente ferido, com indícios de tentativa de suicídio.
O homem foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. A unidade informou que ele passou por procedimentos médicos, permanece internado e está sob custódia policial.
Investigação trata caso como feminicídio
A Delegacia de Homicídios da Capital abriu inquérito para apurar o crime sob a hipótese de feminicídio, prevista na legislação brasileira para assassinatos de mulheres motivados por questões de gênero. Testemunhas serão ouvidas nos próximos dias para esclarecer a dinâmica dos fatos e possíveis antecedentes de violência entre o casal.
De acordo com a Polícia Civil, não há registros anteriores de ocorrências envolvendo a vítima e o suspeito, mas o histórico será verificado junto a outros órgãos, como Ministério Público e Poder Judiciário. A faca supostamente utilizada nos golpes foi apreendida e encaminhada para perícia.
O resultado dos exames periciais, tanto no local do crime quanto na arma branca, deve embasar o relatório final que será encaminhado à Justiça. Caso seja confirmada a qualificadora de feminicídio, o investigado poderá responder por homicídio qualificado, com pena que varia de 12 a 30 anos de reclusão.
Até o fechamento desta edição, o suspeito seguia internado sem previsão de alta, e não havia informações sobre audiência de custódia. O corpo de Marlucia Barbalho Soares foi liberado para o Instituto de Polícia Científica (IPC) e, posteriormente, entregue à família para sepultamento.
Com informações de G1


