Um apartamento situado no bairro de Camboinha, em Cabedelo, na Grande João Pessoa, foi praticamente destruído por um incêndio durante a madrugada desta quinta-feira (2). Não houve registro de feridos. O principal suspeito do crime é o ex-namorado da proprietária do imóvel.
Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo G1, a vítima relatou à Polícia Civil que o homem, com quem teve um relacionamento afetivo, invadiu o apartamento e provocou as chamas. A autoridade policial ainda não confirmou oficialmente a autoria; o caso segue em investigação.
O documento da vítima detalha que o suspeito já havia sido preso em flagrante no dia 25 de junho, após um episódio em que, conforme o relato, ela foi agredida e ameaçada. Depois da audiência de custódia, o homem foi liberado sob medidas cautelares, enquanto a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência à mulher.
De acordo com o boletim, após sair da prisão o suspeito passou a fazer ligações insistentes para a vítima, inclusive de número privado. A mulher disse que evitava atender, por acreditar que se tratava dele. Ela também informou que, após tomar conhecimento das medidas protetivas, o homem foi até o local onde ela trabalha, uma arena de beach tênis.
A vítima relatou ter gravado uma das ligações. No registro à polícia ela conta que, depois de ficar em silêncio inicialmente, o suspeito começou a ameaçá-la de morte, repetindo a frase “tu vai morrer” diversas vezes.
Por volta das 2h desta quinta, a mulher recebeu a informação de um vizinho de que o apartamento estava em chamas; naquele momento ela não se encontrava no imóvel. Testemunhas disseram à polícia que o suspeito arrombou a porta do prédio, pulou a varanda do apartamento, que fica no térreo, e ateou fogo na cama. As chamas se alastraram e destruíram praticamente todos os cômodos e pertences.
O boletim menciona ainda que o condomínio dispõe de câmeras de segurança que teriam registrado a ação, e que vizinhos filmaram o incêndio. A vítima afirmou que, em episódio anterior de violência, o homem já havia incendiado um colchão.
Segundo apuração do G1, a Justiça expediu mandado de prisão contra o suspeito, que não havia sido localizado até a última atualização da reportagem. A reportagem também não conseguiu contato com a defesa do suspeito.
As autoridades continuam investigando o caso.
Com informações de G1


