Uma mulher de 28 anos foi detida na tarde desta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, suspeita de causar queimaduras na mão da filha de 6 anos usando ovos recém-cozidos. O caso ocorreu no Conjunto Irmão Dulce, no bairro Colinas do Sul, zona sul de João Pessoa. A Polícia Militar informou que chegou ao endereço após receber denúncias de vizinhos sobre maus-tratos recorrentes contra a criança.
De acordo com o relatório preliminar, a equipe do 5º Batalhão encontrou a vítima com bolhas na palma da mão direita e sinais de lesões antigas. A suspeita admitiu ter pressionado os ovos quentes contra a criança como forma de “castigo” por um suposto furto de dinheiro. Segundo o depoimento registrado, a mãe acusou a menina de, com ajuda de uma amiga, subtrair quantia não especificada e esconder o valor entre pertences dela.
Prisão em flagrante
Após constatar a gravidade das lesões, os policiais encaminharam a mulher para a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e a Juventude, no bairro do Cristo Redentor. Na unidade, a suspeita foi autuada em flagrante por lesão corporal qualificada e maus-tratos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O auto de prisão foi assinado pela delegada plantonista, que solicitou exame de corpo de delito para a vítima no Instituto de Polícia Científica.
Intervenção do Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar de João Pessoa foi acionado assim que a ocorrência foi confirmada. A conselheira Jéssica Frade acompanhou a diligência e informou que a prioridade é retirar a criança do ambiente considerado hostil. A vítima possui uma irmã mais nova, também menor de idade. Ambas serão provisoriamente acolhidas pelo padrasto até que parentes próximos sejam localizados. A representante do órgão ressaltou que o pai biológico da menina morreu há alguns anos, o que reforça a necessidade de acolhimento temporário.
Os órgãos de assistência social do município darão continuidade ao acompanhamento psicológico das crianças e avaliação socioeconômica da família. A suspeita permanece à disposição da Justiça, e o inquérito segue para o Ministério Público da Paraíba, responsável por oferecer denúncia ao Poder Judiciário.
O caso será encaminhado ainda à Vara da Infância e Juventude da Capital, que definirá medidas de proteção e eventual perda ou suspensão do poder familiar, conforme prevê a legislação.
Com informações de G1



