Uma mulher de 44 anos morreu com suspeita de intoxicação alimentar em Pombal, no Sertão da Paraíba. O óbito foi confirmado pelo Hospital Regional da cidade às 8h59 desta terça-feira (17). A vítima foi identificada como Rayssa Maritein Bezerra e Silva.
Segundo o hospital, Rayssa deu entrada na unidade na segunda-feira (16) apresentando diarreia, vômitos e dor abdominal — sintomas relacionados à ingestão de alimento. A equipe médica relatou que houve rápida piora do estado clínico; ela foi atendida, encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em condição gravíssima e, posteriormente, teve a morte constatada.
Um familiar afirmou que a mulher consumiu pizza em um estabelecimento da cidade, mas não soube precisar a data em que isso ocorreu. A suspeita de intoxicação alimenta a investigação sobre o surto que levou 117 moradores de Pombal a procurar atendimento médico após relatarem ter comido pizza no mesmo local.
Atendimentos relacionados ao episódio ocorreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Hospital Regional de Pombal. A UPA informou ter atendido 43 pacientes com sintomas compatíveis e que todos receberam alta. Além disso, até a noite de segunda-feira outros 10 pacientes também haviam sido registrados na unidade. No hospital, 74 pessoas deram entrada com quadro semelhante — 36 no domingo (15) e 38 na segunda (16) — totalizando 107 atendimentos na instituição. Atualmente, apenas uma criança de oito anos permanece internada no Hospital Regional.
Na manhã desta terça-feira, equipe da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) esteve em Pombal para vistoriar o estabelecimento apontado. A pizzaria La Favoritta foi interditada pela Vigilância Sanitária municipal. Durante a ação, foram apreendidos materiais e insumos destinados à análise laboratorial.
A prefeitura informou que todas as medidas legais foram adotadas desde as primeiras notificações nas unidades de saúde. As autoridades de saúde seguem monitorando o caso e orientam que pessoas com sintomas como náuseas, vômitos ou dores abdominais procurem atendimento médico.
Com informações de G1



