O Lá Vem o Enem disponibilizou, nesta quinta-feira (8), um novo episódio de seu videocast dedicado a analisar como a inteligência artificial (IA) tem alterado as rotinas de aprendizagem e a apontar caminhos profissionais que surgem com o avanço da tecnologia. O programa pode ser acessado gratuitamente nas plataformas digitais do projeto.

A conversa reúne os professores Messias Batista — que leciona nos cursos de Sistemas para Internet, Sistemas de Informação e Ciências da Computação — e Tiago Maritan, responsável por disciplinas de Ciência de Dados, Inteligência Artificial, Ciências da Computação e Engenharia da Computação. A mediação ficou a cargo dos jornalistas Diana Araújo e Felipe Lima.

IA como ferramenta de apoio, não substituição

No debate, Messias Batista enfatizou que a IA deve ser compreendida como um instrumento que potencializa tarefas, a exemplo dos editores de texto que aposentaram os trabalhos manuscritos. Para ele, o desafio atual é inserir o recurso nas rotinas de estudo, trabalho e criação sem que isso sufoque o pensamento crítico ou a capacidade intelectual dos usuários.

Ampla formação em computação

Questionado sobre o ingresso em cursos de tecnologia, Batista lembrou que, embora muitos estudantes associem Ciências da Computação apenas à programação, a graduação engloba conteúdos de lógica, banco de dados, matemática e pesquisa, formando profissionais aptos a seguir diversos caminhos acadêmicos ou de mercado. Ele mencionou ainda que áreas como Engenharia da Computação, Sistemas para Internet e Sistemas de Informação surgem como ramificações que atendem a necessidades específicas do setor.

Engenharia de Robôs na UFPB

Tiago Maritan destacou o pioneirismo do primeiro curso de Engenharia de Robôs do Nordeste, implantado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Segundo o docente, a graduação tem duração maior por se tratar de engenharia, mas oferece base sólida em programação de robôs, adaptação de sistemas e aplicações de IA — aproximadamente 60% a 70% da carga horária é dedicada a computação e inteligência artificial.

Escolha de carreira demanda autoconhecimento

Durante o programa, Maritan aconselhou os estudantes a observarem suas afinidades antes de definirem a trajetória acadêmica. Quem prefere desenvolvimento de aplicativos, sistemas ou jogos costuma se identificar mais com Ciência da Computação; já os que se interessam por circuitos eletrônicos, drones e sistemas embarcados tendem a se realizar em Engenharia da Computação ou Engenharia de Robôs. Para aqueles voltados a análise de dados, IA e visualização de informações, cursos focados em ciência de dados podem ser o caminho.

O episódio completo está disponível nas plataformas do Lá Vem o Enem, que também reúne outras conversas voltadas a quem planeja os próximos passos após a realização do Exame Nacional do Ensino Médio.

Com informações de G1