Nomeado recentemente para a reitoria do Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSertãoPB), o professor José Ronaldo de Lima iniciou uma série de visitas às unidades da instituição no interior da Paraíba para levantar problemas e necessidades de cada campus.
Em passagem pelo campus de Cajazeiras, o reitor avaliou que as dificuldades enfrentadas nas cidades onde o IF atua — incluindo Cajazeiras, Santa Luzia, Princesa Isabel, Itaporanga, Sousa, Catolé do Rocha e Patos — são complexas, mas passíveis de solução com trabalho conjunto entre a reitoria, o corpo docente e os servidores.
Ao falar sobre o começo de sua gestão, José Ronaldo classificou o momento como desafiador e destacou sua postura de ação: “O impossível é o difícil que a gente não tenta”. Segundo ele, conhecer os problemas na prática é condição para traçar um plano de crescimento institucional alinhado às expectativas da população sertaneja.
Sobre seu estilo de liderança, o reitor afirmou que valoriza o diálogo e a escuta da comunidade acadêmica, mas rejeitou interpretações que associem essa abertura a fragilidade ou submissão. Ele explicou que a intenção é colher argumentos técnicos que permitam delinear linhas de ação, e não ceder a pressões indevidas.
Com experiência prévia como diretor do campus Patos, José Ronaldo disse que há problemas recorrentes entre as sete unidades sob sua supervisão: déficit de professores e de técnicos administrativos e necessidade de melhorias na infraestrutura. Em Cajazeiras, apontou como prioridade a ampliação e reconstrução do refeitório para adequá-lo ao porte do campus.
Diante do quadro orçamentário restrito que atinge a educação profissional e tecnológica, o reitor afirmou que a viabilização de obras e de novas contratações dependerá de forte articulação política junto à bancada federal paraibana e ao Ministério da Educação.
O cronograma de visitas continuará nas próximas semanas para compor um diagnóstico unificado das sedes. Ele citou, especificamente, a intenção de visitar o campus de Sousa — com perfil agrícola e duas sedes — e o campus de Catolé do Rocha, para definir prioridades que serão submetidas ao Ministério e aos representantes parlamentares.
O reitor também informou que a entrevista completa está disponível em vídeo.
Com informações de Diariodosertao




