O advogado popular Olímpio Rocha, com 20 anos de militância, lançou pré-candidatura ao governo da Paraíba pelo PSOL e afirmou que enfrentará adversários com estrutura financeira superior, como o governador Lucas Ribeiro (PP), o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) e o senador Efraim Filho (PL). Em entrevista ao site Polêmica Paraíba, ele acusou os três de integrarem o mesmo grupo político e prometeu uma campanha orientada pelo eleitorado popular.

Olímpio afirmou que disputará o pleito sem receio das oligarquias locais e disse que defenderá o legado do presidente Lula. Segundo ele, Lucas, Cícero e Efraim costumam atuar em conjunto e, portanto, representam as mesmas práticas de poder, afirmação que usa para diferenciar sua candidatura como a única de esquerda no Estado.

Campanha e estratégia

Admitindo desvantagem financeira, Olímpio descreveu sua campanha como “franciscana” e declarou que percorrerá o Estado em seu carro, de Cabedelo a Cachoeira dos Índios, para conversar com eleitores. Ele afirmou que as redes sociais do PSOL têm crescido de forma orgânica e que pesquisas indicam que sua candidatura tem gerado divisão de opiniões na imprensa, sinalizando que o projeto do partido estaria “incomodando”.

O PSOL também lançará nomes para a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa. Para o Senado, o partido optou por não apresentar candidato, declarando que tenderá a apoiar nomes alinhados com o presidente Lula, como o ex-governador João Azevêdo (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), embora com posição crítica em relação a ambos.

Principais posições e críticas

Olímpio criticou o atual modelo de emendas parlamentares, defendendo regras mais rigorosas para evitar que parlamentares passem a controlar o Orçamento. Na área social, apontou a exclusão e a dependência de programas de transferência de renda como o principal problema estadual, citando mais de 600 famílias diretamente vinculadas ao Bolsa Família — número que, segundo ele, multiplicado por três ou quatro indicaria grande dependência social.

Sobre a economia e salários, afirmou que a Paraíba paga o pior salário do país segundo dados do Caged, destacando o impacto sobre mulheres negras. Na Segurança Pública, reclamou de sucessivos escândalos e defendeu planos de carreira, valorização profissional e investigações contra redes de tráfico e seus possíveis vínculos políticos.

Em Educação, prometeu nomear aprovados em concursos e criticou contratos precários e a presença de escolas militares. Na Saúde, defendeu a descentralização do atendimento e cobrança pela efetivação de projetos anunciados, como o Hospital do Sertão.

Questionado sobre turismo, disse apoiar investimentos, mas pediu transparência quanto a incentivos fiscais e proteção aos pequenos empreendimentos para garantir que a população local também usufrua das riquezas naturais do Estado.

Olímpio recordou que já concorreu sem sucesso à prefeitura de Campina Grande e a uma vaga na Assembleia, mas garantiu que se dedicará integralmente à disputa pelo governo estadual, levando ao debate propostas voltadas à inclusão social e à renovação política.

Com informações de Polemicaparaiba