O pré-candidato ao Governo da Paraíba, Olímpio Rocha (PSOL), encaminhou nesta terça-feira (28) uma denúncia à Polícia Federal contra duas dirigentes da Federação PSOL-Rede no estado, alegando prática de crime eleitoral. A ação ocorre após a convenção conjunta realizada no domingo (26), em João Pessoa, que não homologou sua candidatura ao Palácio da Redenção.

Segundo Olímpio Rocha, a ata da convenção omitiria informação considerada essencial: o registro de que o PSOL pretendia recorrer à direção nacional da federação para tentar reverter a decisão da instância estadual que impediu a homologação de sua postulação. A suposta exclusão do registro na ata motivou a reclamação formal junto à PF.

Em entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM, o advogado afirmou que a ausência do conteúdo na ata pode configurar crime tipificado no Código Eleitoral. “Cristiana Almeida se negou a fazer constar em ata a informação de que iríamos recorrer na instância nacional. Pode configurar crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, o crime de falsidade ideológica eleitoral, como é uma ata de convenção de federação partidária”, declarou.

A denúncia apresentada por Olímpio menciona duas dirigentes da federação, sem detalhar publicamente o nome da segunda pessoa envolvida. A reclamação busca apurar se houve falsificação ou omissão deliberada no documento que registra as decisões tomadas durante a convenção conjunta.

Além da formalização da queixa junto à Polícia Federal, Olímpio Rocha reafirmou a defesa de uma candidatura própria do PSOL ao governo estadual. Na mesma entrevista, ele argumentou que manter a postulação fortalece o partido regionalmente e contribuiria para a visibilidade das candidaturas proporcionais.

O pré-candidato citou ainda exemplos em outras unidades da Federação: “Há aí a candidatura do PSOL ao governo. E o Rio Grande do Norte tem candidatura do PSOL ao governo. Todos os estados do Nordeste têm candidatos do PSOL ao governo, que darão, com certeza, mais visibilidade às candidaturas proporcionais e aumentarão as chances de superar a cláusula de barreira”, afirmou.

Até o momento, não há registro público de manifestações das dirigentes alvo da denúncia sobre a acusação encaminhada à Polícia Federal.

Com informações de Polemicaparaiba