A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), executou nesta semana a 12ª fase da Operação Mute. A ação teve como objetivo principal impedir formas de comunicação proibida por pessoas privadas de liberdade e reforçar o combate às ações de organizações criminosas no sistema prisional.
As intervenções ocorreram em unidades consideradas estratégicas, selecionadas a partir de critérios de inteligência penal definidos em conjunto entre a Gerência Executiva do Sistema Penitenciário (Gesipe), a Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica Penitenciária (Gisop), da Polícia Penal da Paraíba, e a Diretoria de Inteligência Penal (Dipen), da Senappen.
Nesta etapa, a operação foi realizada na Penitenciária Padrão de Patos, na Penitenciária Padrão de Campina Grande e foi finalizada na Penitenciária de Segurança Máxima Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1/PB2), em João Pessoa. Na unidade de segurança máxima houve apoio do Grupamento Tático Aéreo (GTA) durante as ações.
Segundo a Seap-PB, a operação contou com a mobilização de cerca de 180 policiais penais e atingiu unidades que, somadas, abrigam aproximadamente 1.600 pessoas privadas de liberdade. A secretaria informou que a iniciativa reforça o compromisso do Estado com a segurança no sistema prisional e com o enfrentamento às organizações criminosas que atuam a partir das unidades prisionais.
A Operação Mute integra um conjunto de medidas aplicadas periodicamente pelas equipes de inteligência e segurança para detectar e neutralizar aparelhos, equipamentos e rotinas usados na comunicação ilícita entre internos e redes criminosas externas. Nesta fase, a escolha das unidades e o planejamento operacional seguiram os levantamentos técnicos das áreas responsáveis pela inteligência penitenciária.
As ações desenvolvidas fazem parte de um esforço coordenado entre esfera estadual e federal, com troca de informações e apoio logístico entre as gerências de inteligência e as equipes de Segurança Orgânica e operacional das unidades visitadas.
Com informações de Diariodosertao


