O Banco do Brasil projeta que a Paraíba terá, em 2026, a segunda maior taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre os estados do Nordeste e a sexta maior em todo o país, considerando os 26 estados mais o Distrito Federal. A estimativa consta na primeira projeção divulgada na Resenha Regional de Assessoramento Econômico do banco, publicada em fevereiro.

De acordo com o levantamento, o PIB paraibano deve crescer 3,5% ao longo de 2026. Esse desempenho supera a média prevista para a região Nordeste, de 2,2%, e a projeção nacional, de 2%.

Na comparação com os demais estados nordestinos, a Paraíba só ficaria atrás do Ceará, cuja previsão é de avanço de 3,8% no ano. Em nível nacional, a Paraíba aparece entre os seis estados com maior previsão de aumento do PIB, atrás de Rio Grande do Sul (4,6%), Roraima (4,5%), Amapá (4,5%), Ceará (3,8%) e Rondônia (3,6%).

Setores que devem impulsionar a economia

A análise do Banco do Brasil aponta comércio e serviços como destaque na atividade econômica estadual, tendência que deve permanecer em 2026, ainda que em ritmo levemente inferior ao observado no ano anterior. O estudo indica que construção civil e serviços serão os principais motores do crescimento no estado, posicionando a Paraíba entre os dois maiores avanços do Nordeste no período.

Entre os três grandes setores avaliados, o setor de serviços tem a maior projeção de crescimento no estado, com alta estimada de 3,7% para 2026. Esse percentual também é superior às médias previstas para o segmento no Nordeste (2,2%) e no Brasil (2,1%). Para o setor agropecuário, a previsão é de aumento de 2,7% na Paraíba. A indústria, por sua vez, deve registrar expansão de 2,3%, sendo o menor avanço entre os três setores analisados.

O relatório do Banco do Brasil ressalta que 2026 será o terceiro ano seguido em que a Paraíba se destaca no crescimento do PIB. O estado havia registrado expansão de 6,6% em 2024 — desempenho que o colocou em primeiro lugar no país naquele ano — e crescimento de 5,5% em 2025.

As projeções constam na Resenha Regional de Assessoramento Econômico do Banco do Brasil, divulgada em fevereiro.

Com informações de Jornaldaparaiba