A Paraíba registrou, entre 2013 e 2025, o maior número de decretos de situação de emergência e estado de calamidade relacionados à seca e à estiagem no país, segundo o estudo “Panorama dos Desastres no Brasil”, da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
De acordo com o levantamento, o estado contabilizou 4.664 decretos referentes à seca e à estiagem, ocupando a primeira posição isolada no ranking nacional.
Peso econômico dos desastres
O impacto financeiro acumulado na Paraíba alcança R$ 65,4 bilhões em prejuízos totais. Deste montante, o estudo aponta perdas de R$ 20,70 milhões em prejuízos privados, R$ 44,57 milhões em prejuízos públicos e R$ 179,25 mil em prejuízos habitacionais.
Impacto social
A CNM informa que, apesar de não terem sido registrados óbitos em decorrência desses desastres no período apurado, a recorrência dos eventos atingiu de forma significativa a população. O número acumulado de afetados supera 25 milhões, segundo o estudo, o que evidencia ciclos contínuos de escassez que comprometem o abastecimento de água e a atividade econômica local.
Decretos por excesso de chuva são muito menores
Enquanto a Paraíba concentra os maiores números relacionados à seca, os registros por excesso de chuvas são bem menos frequentes: foram oficializados 34 decretos por chuvas intensas ao longo de 13 anos.
O levantamento também lembra que, recentemente, o governo federal reconheceu situação de emergência em 30 cidades da Paraíba atingidas por fortes chuvas no mês de maio.
A CNM interpreta os dados que colocam o estado numa posição de elevada vulnerabilidade climática como um indicativo da necessidade de políticas públicas estruturadas para convivência com o semiárido e de uma gestão de riscos mais eficaz. O estudo ressalta ainda que a execução orçamentária federal voltada à prevenção de desastres permanece considerada baixa.
O relatório completo está disponível na íntegra pela Confederação Nacional de Municípios.
Com informações de Jornaldaparaiba




