A Paraíba aderiu à campanha do Ministério das Mulheres destinada a prevenir e combater assédio sexual durante o carnaval. Batizada de “Se liga ou eu ligo 180”, a iniciativa busca reforçar que comportamentos como importunação sexual e qualquer forma de desrespeito contra mulheres não fazem parte das celebrações carnavalescas.

Segundo o Ministério das Mulheres, locais de grande concentração de público, como blocos de rua e shows, costumam registrar aumento de relatos relacionados a toques indevidos, beijos forçados, apalpamentos, abordagens insistentes e comentários de teor sexual. Essas atitudes configuram violação de direitos e podem acarretar responsabilização criminal.

Além da Paraíba, outros 17 estados participam da ação: Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.

A campanha

Em várias cidades paraibanas, órgãos responsáveis por políticas para as mulheres instalaram pontos de apoio e tendas em áreas de grande circulação com a identidade visual da campanha e mensagens que alertam: “Violência contra a mulher é crime. Denuncie. Ligue 180. Em caso de urgência, ligue 190”.

Nesses locais, são distribuídos materiais informativos e brindes, como folhetos, fitas, adesivos, tatuagens temporárias, pulseiras e viseiras, além de orientações sobre serviços públicos disponíveis para acolhimento e proteção de vítimas. Instituições como a Caixa Econômica Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também integram a iniciativa.

Como denunciar importunação sexual e assédio no Carnaval

O Ministério das Mulheres indica canais específicos para denúncias e apoio:

  • Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher: presta orientação sobre direitos, informa sobre a rede de atendimento, recebe denúncias de violência contra mulheres e encaminha os casos às autoridades competentes;
  • 190 – Polícia Militar: acionamento em situações de risco imediato, como agressão física, ameaça, perseguição ou violência em andamento;
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) – atendimento presencial por equipes capacitadas para registrar boletins de ocorrência, oferecer acolhimento e encaminhar para apoio psicológico, social e jurídico.

O ministério também recomenda procurar a organização do evento, do bloco ou do espaço onde ocorreu a situação para solicitar ajuda a seguranças, brigadistas, monitores ou responsáveis, de modo a identificar o agressor e garantir a segurança imediata da vítima.

As medidas visam reduzir episódios de violência durante os festejos e orientar as mulheres sobre as formas de buscar proteção e responsabilização dos autores.

Com informações de Jornaldaparaiba