O Ministério da Saúde distribuiu mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, com o objetivo de garantir estoque suficiente para atender às demandas regionais. Na distribuição desta remessa, a Paraíba recebeu 56.304 doses do imunizante.

Com a entrega mais recente, o total de vacinas repassadas pelo Ministério nos primeiros meses do ano alcança 6,3 milhões de doses, segundo a pasta. As vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são apontadas como as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem sendo recomendadas prioritariamente aos grupos mais vulneráveis.

“As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, declarou o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti.

A distribuição das vacinas até as unidades de saúde e a organização da logística local ficam sob responsabilidade de estados e municípios, que também gerenciam os estoques, o controle de validade e a aplicação das doses. O envio pelo Ministério é feito por meio de pauta automática, que considera critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas localmente.

Estados que identificarem necessidade excepcional de doses adicionais podem formalizar solicitações ao Ministério da Saúde. Quando essas demandas são comprovadas, a pasta realiza o envio suplementar.

Quem deve se vacinar

O esquema de vacinação no Brasil segue diretrizes atualizadas, organizadas conforme faixa etária e condições de saúde, com ênfase na proteção dos grupos mais vulneráveis:

– Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;

– Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;

– Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;

– Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);

– População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.

A estratégia também inclui grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e funcionários dos Correios. A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.

Com informações de Maispb