Paraíba tem 18 empregadores incluídos em cadastro federal
O Governo Federal atualizou nesta segunda-feira (7) a chamada “lista suja” do trabalho análogo à escravidão e incluiu 18 empregadores com atuação na Paraíba. A inclusão integra a relação nacional de responsáveis por situações de trabalho em condições degradantes.
Segundo o cadastro, a maioria dos flagrantes identificados no estado está associada ao setor da construção civil e a pedreiras. Os registros cobrem situações verificadas nos anos de 2023, 2024 e 2025, totalizando, nas ocasiões citadas, cerca de 214 trabalhadores que foram libertados de frentes de trabalho em condição análoga à escravidão.
Os nomes dos empregadores só entram no cadastro após a conclusão de processo administrativo que analisou cada caso. A inscrição no rol federal ocorre quando há decisão definitiva e sem possibilidade de recurso, conforme prevê o procedimento para esse tipo de apuração. Após a inclusão, os nomes podem permanecer por até dois anos antes de serem retirados da lista, conforme as regras aplicáveis.
Em âmbito nacional, a atualização da lista também trouxe nomes de grandes referências públicas e empresariais noticiadas pela imprensa, como o cantor Amado Batista e a montadora de veículos BYD, entre outros registrados no mesmo levantamento.
Os dados somados referentes à Paraíba — que abrangem os três anos mencionados — destacam o número de trabalhadores libertados e a concentração de ocorrências em determinados ramos econômicos, apontando para padrões observados pelas fiscalizações que resultaram nas autuações administrativas.
A inclusão no cadastro federal é medida prevista para responsabilização de empregadores quando comprovadas, por meio de processos administrativos, práticas que configurem trabalho em condições degradantes equivalentes à escravidão. A publicação desta atualização ocorreu na segunda-feira (7) e traz o detalhamento dos casos e nomes que passaram pelo crivo dos procedimentos oficiais.
Com informações de Maispb



