Um levantamento divulgado em 18 de novembro de 2025 pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) revela um quadro alarmante no sistema hídrico estadual. De acordo com o relatório, 41 açudes operam em condição considerada crítica, com volume inferior a 10 % da capacidade total. A lista inclui reservatórios distribuídos por várias regiões e confirma a dificuldade de armazenamento em pleno período seco.

Além dos mananciais classificados como críticos, o estudo aponta 14 estruturas em estado de atenção e outras 42 em observação. Somados, esses números indicam que 97 açudes – quase a totalidade dos monitorados pela Aesa – apresentam níveis abaixo do considerado adequado para garantir o abastecimento regular das cidades paraibanas nas próximas semanas.

Entre os casos mais extremos, o documento menciona que o açude São José III, localizado no município de São José, chegou a secar completamente. O esvaziamento total do reservatório destaca a gravidade da escassez e reforça a necessidade de acompanhamento constante das reservas existentes.

Segundo a metodologia aplicada pela agência estadual, a categoria “crítica” engloba os açudes que armazenam menos de um décimo de sua capacidade original. Já os estágios de “atenção” e “observação” compreendem reservatórios com volumes superiores, porém ainda insuficientes para assegurar conforto hídrico à população atendida. Embora o relatório não apresente detalhamento individual de cada açude, os dados consolidados demonstram que praticamente um terço do patrimônio hídrico paraibano opera hoje em condições de severidade máxima.

Os açudes monitorados são fontes essenciais de água para consumo humano, irrigação e atividades econômicas em todo o território estadual. A redução persistente do volume útil desses sistemas pressiona gestores públicos, comunidades rurais e centros urbanos a adotar estratégias de uso racional e políticas emergenciais de distribuição.

Com base nas estatísticas mais recentes, a Aesa reforçou a importância do acompanhamento periódico dos níveis de armazenamento e recomendou que municípios atendidos pelos reservatórios em situação crítica mantenham planos de contingência para minimizar eventuais impactos no fornecimento de água.

O órgão informou ainda que continuará atualizando boletins técnicos sobre o comportamento dos açudes, ferramenta considerada essencial para orientar ações de mitigação e para nortear a população acerca das condições reais dos mananciais.

A próxima divulgação, segundo cronograma da própria agência, está prevista para o início de dezembro, quando as equipes devem apresentar um novo panorama e avaliar possíveis mudanças no quadro de escassez.

Com informações de Paraibaonline