Uma brasileira residente em Barcelona formalizou na polícia local o registro do desaparecimento de Mônica Maria da Silva, 36 anos, natural da Paraíba, após constatar que as autoridades espanholas não tinham registro do caso. A denúncia foi apresentada por Viviane, que tomou a iniciativa depois de ver publicações sobre o desaparecimento em um grupo de WhatsApp de brasileiros.
De acordo com Viviane, o boletim foi aberto em uma delegacia de Barcelona na terça-feira (18). Ela permaneceu cerca de três horas na unidade, onde forneceu aos policiais os dados pessoais de Mônica e o contato da irmã, Cristina Silva, além de se oferecer para ajudar nas traduções e acompanhar eventuais procedimentos consulares ou judiciais.
Como o caso veio à tona
Viviane relatou que ficou sabendo do desaparecimento por uma mensagem em um grupo formado por brasileiros que trabalharam juntos. Na publicação havia foto de Mônica e informações como idade e altura, além de um número de telefone brasileiro que pertence a Cristina. Ao perceber que a ocorrência havia sido registrada apenas no Brasil, ela decidiu acionar a polícia espanhola para que as autoridades locais pudessem iniciar as buscas.
Durante o atendimento, os agentes consultaram seus registros e informaram que não havia anotação prévia sobre o desaparecimento de Mônica. Viviane entregou às autoridades os dados da família e outras informações que possuam relevância para as investigações.
Abordagem em estação de trem
Segundo informações repassadas a Viviane pelos policiais, Mônica foi abordada em 29 de julho na estação de Sants, em Barcelona, durante uma ação de identificação em local de grande circulação. Na ocasião, a mulher apresentou documentos e nada irregular foi registrado no sistema, o que indica que ela estava viva naquela data.
Até o momento não há informação sobre o paradeiro atual de Mônica.
Material recebido pela família e situação diplomática
Durante as buscas, uma antiga cliente de Mônica entrou em contato com a família e enviou vídeos, fotos e conversas que teria recebido da paraibana. Em uma mensagem datada de abril, Mônica teria pedido à mulher que guardasse o material porque poderia ficar sem o celular. Nas imagens, a mulher aparece ao lado de um homem desconhecido para a família; outras fotos mostram unhas arrancadas e indicativos de que ela teria sido agredida.
Mônica mora próxima à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Sant Coloma de Gramenet.
A irmã informou que o Governo da Paraíba, por meio da Secretaria Executiva da Representação Institucional em Brasília, solicitou oficialmente ao Itamaraty informações sobre o caso e busca esclarecimentos por meio da representação diplomática brasileira na Espanha. A administração estadual também disse estar em contato com o secretário de Segurança Pública da Paraíba para articular, via Polícia Federal, ações que possam auxiliar nas buscas. O Itamaraty informou ao Jornal da Paraíba que tem conhecimento do caso e presta assistência consular à família.
Cristina relatou que o consulado comunicou não ter poder de investigação e orientou que ela tente acionar a Interpol; a irmã disse ainda que tem encontrado dificuldades para coordenar os contatos entre as polícias locais e brasileiras.
As autoridades e a família continuam em busca de informações sobre o paradeiro de Mônica.
Com informações de Jornaldaparaiba


