Um estudo divulgado pelo Ministério da Justiça revelou dados preocupantes sobre a ocorrência de feminicídios no país. Segundo o levantamento, quase 65% desses crimes são cometidos dentro do domicílio das vítimas, ambiente que deveria oferecer proteção e segurança às mulheres.
De acordo com os pesquisadores, a maioria dos episódios de violência letal envolve agressores que mantinham algum vínculo afetivo ou familiar com a vítima, como companheiros ou ex-companheiros. Essa proximidade contribui para a subnotificação dos casos, já que as vítimas encontram dificuldades para buscar socorro ou denunciar abusos no próprio lar.
Perfil das vítimas
O estudo também trouxe recorte demográfico das mulheres assassinadas. Entre as vítimas, 64% eram negras, revelando forte impacto da violência de gênero sobre populações historicamente vulneráveis. A faixa etária mais atingida abrange mulheres com idade entre 18 e 44 anos, que representam 70% dos óbitos registrados no país.
Reação do governo
Para enfrentar esse cenário, o governo federal lançou, na quarta-feira (04), o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A cerimônia contou com a participação dos chefes dos Três Poderes, da primeira-dama Janja Silva, da ministra das Mulheres, Família e Direitos Humanos, Márcia Lopes, além de outras autoridades.
O pacto prevê a integração de medidas de prevenção em políticas públicas, fortalecimento de redes de proteção às mulheres, responsabilização efetiva dos agressores e garantia de acesso a direitos fundamentais. Entre os objetivos estão a melhoria no fluxo de denúncias, a capacitação de profissionais em segurança pública e a ampliação de campanhas educativas contra a cultura machista.
Com essa estratégia, o governo espera reduzir gradativamente os índices de feminicídio no Brasil, promover a segurança das mulheres em seus lares e assegurar que vítimas em situação de risco encontrem apoio rápido e eficaz.
Com informações de Diariodosertao



