Na manhã desta quinta-feira, 25 de dezembro, dois temas concentram a atenção nacional. Um levantamento do Instituto Datafolha traça o mapa do posicionamento político dos brasileiros, enquanto representantes do setor financeiro e autoridades públicas afirmam que a Polícia Federal teria sido alvo de pressão do ministro Alexandre de Moraes no inquérito conhecido como “caso Master”.

Levantamento aponta predominância da direita

De acordo com o Datafolha, 35% dos entrevistados dizem identificar-se com a direita. Outros 22% situam-se na esquerda. O centro político reúne 17% dos consultados, ao passo que 11% se veem na centro-direita e 7% na centro-esquerda. O instituto não divulgou, nesta primeira divulgação, detalhes sobre recortes por faixa etária, renda ou região, limitando-se aos percentuais gerais.

A pesquisa foi realizada em todo o território nacional e ajuda a compor o quadro de preferências ideológicas num momento em que partidos articulam alianças para o próximo ciclo eleitoral. Segundo o Datafolha, o objetivo é “medir a autodeclaração política dos brasileiros”, indicativo que costuma orientar campanhas e programas de governo.

Suposta pressão no caso Master

Em paralelo à divulgação dos números, banqueiros e autoridades que acompanham a apuração do chamado caso Master relatam que a Polícia Federal teria enfrentado pressão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio envolve investigações sobre práticas financeiras sob análise da Corte.

Fontes ligadas ao mercado afirmam que, durante diligências, houve solicitações consideradas atípicas para acelerar procedimentos. Integrantes do Ministério da Justiça, ouvidos sob reserva, confirmam ter tomado conhecimento de relatos semelhantes, mas evitam comentar detalhes, alegando sigilo do inquérito.

Procurado, o gabinete do ministro Moraes não se pronunciou até o fechamento deste texto. A Polícia Federal também não comentou as alegações. Já associações do setor bancário informaram, em nota sucinta, que acompanham as apurações e defendem “transparência e respeito às instituições”.

Os desdobramentos do caso podem repercutir em 2026, ano previsto para a conclusão de parte das investigações. Entretanto, até o momento, não há previsão oficial de divulgação de relatórios parciais.

Com a combinação da nova pesquisa de opinião e das controvérsias envolvendo o STF, o cenário político nacional inicia o feriado de Natal sob forte expectativa. Analistas do mercado financeiro, congressistas e integrantes do Executivo acompanham ambos os temas, enquanto a população aguarda novos capítulos tanto do debate ideológico quanto das investigações judiciais.

As próximas atualizações sobre o caso Master e detalhes adicionais da sondagem Datafolha são esperadas para as próximas horas.

Com informações de Paraibaonline