A última rodada da pesquisa Quaest antes do primeiro turno das eleições de 2026 indica que Lucas Ribeiro (PP) ampliou seu apoio em vários segmentos do eleitorado paraibano. Os resultados foram divulgados no sábado (3) pelas TVs Cabo Branco e Paraíba.
Quem e como
A sondagem, contratada pela TV Cabo Branco, entrevistou 1.800 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número PB-05048/2026.
Principais movimentos por recorte
Entre os eleitores de 16 a 34 anos, Lucas cresceu de 30% em agosto para 47% em setembro, alcançando 53% na pesquisa mais recente — um avanço de 23 pontos percentuais desde o início da série. No mesmo recorte, Cícero Lucena (MDB) caiu de 22% para 11%, perda de 11 pontos. Efraim Filho (PL) chegou a 19% neste grupo, após registrar 14% em setembro.
No corte por identificação política, o avanço também é notável. Entre os que se declaram bolsonaristas, Lucas saiu de 19% em agosto, passou a 29% em setembro e alcançou 42% na última pesquisa, ganho de 23 pontos percentuais em pouco mais de um mês. Efraim tinha 42% entre esse grupo em agosto, subiu para 51% em setembro e agora registra 41%. Considerando a margem de erro de oito pontos para esse segmento, a liderança entre os dois não pode ser apontada de forma definitiva.
Lucas também avançou entre eleitores de direita não bolsonarista (28% em agosto; 36% em setembro; 41% agora). Nesse mesmo segmento, Efraim tinha 44% na rodada anterior e aparece com 36% na pesquisa atual. Entre eleitores identificados como lulistas, Lucas manteve números altos: 45% em agosto, 63% em setembro e 61% agora. Entre independentes, passou de 41% para 50% durante a série.
Renda, escolaridade e cor ou raça
O crescimento de Lucas não se concentra em uma única faixa de renda. Entre quem tem renda familiar de até dois salários mínimos, foi de 35% em agosto para 51% agora; na faixa de dois a cinco salários, subiu de 39% para 52%; e entre quem recebe mais de cinco salários, passou de 40% para 56% (tendo chegado a 61% em setembro).
Por escolaridade, o candidato do PP avançou do fundamental (30% em agosto para 48% agora), do ensino médio (44% para 55%) e mantém o maior percentual entre eleitores com ensino superior (48% em agosto, 58% em setembro e 57% na rodada mais recente). Efraim registra uma alta no segmento de nível superior, de 14% em setembro para 23% agora, sujeita à margem de erro específica.
No recorte de cor ou raça, o deslocamento também favorece Lucas: entre eleitores pretos, passou de 28% em agosto para 57% na pesquisa divulgada neste sábado; entre pardos, subiu de 39% para 53%; e entre brancos, de 37% para 50%.
Recuos e observações
Em comparação com setembro, Lucas teve queda em três recortes: eleitores com renda superior a cinco salários mínimos (61% para 56%), lulistas (63% para 61%) e com ensino superior (58% para 57%). Esses recuos estão dentro das margens de erro específicas e, em todos os casos, os percentuais continuam acima dos registrados em agosto.
O conjunto dos dados mostra que o crescimento de Lucas se manifesta simultaneamente em diferentes faixas etárias, de renda, escolaridade, cor ou raça e identificação política. Cícero enfrenta perdas em alguns segmentos, especialmente entre os mais jovens, enquanto Efraim preserva competitividade em parcelas da direita, sem expandir de forma tão disseminada quanto Lucas.
Os números por segmento devem ser interpretados com cautela devido às margens de erro, que variam entre três e oito pontos percentuais nas tabelas apresentadas. Ainda assim, a repetição de movimentos na mesma direção ao longo da série é o aspecto mais destacado pelos dados.
Fim da notícia.
Com informações de Jornaldaparaiba



