Rio de Janeiro – A Petrobras iniciou, na quarta-feira (31), a produção de petróleo e gás natural a partir do navio-plataforma P-78, instalado no Campo de Búzios, área do pré-sal da Bacia de Santos. A unidade tem capacidade para processar até 180 mil barris de óleo e 7,2 milhões de metros cúbicos (m³) de gás por dia, incrementando a capacidade instalada do campo para cerca de 1,15 milhão de barris diários.
Localizada a aproximadamente 180 quilômetros da costa fluminense, em lâmina d’água superior a 2 mil metros, a P-78 é a sétima plataforma em operação em Búzios. O campo, descoberto em 2010 pelo poço 2-ANP-1-RJS, ultrapassou a marca de 1 milhão de barris por dia em outubro de 2025, consolidando-se como o maior do país em volume de reservas e produção.
Ampliação do fornecimento de gás
Além de reforçar a produção de petróleo, a nova unidade possibilita a exportação de gás para o continente por meio do gasoduto Rota 3, em Itaboraí (RJ). A estimativa da estatal é ampliar a oferta de gás natural no mercado brasileiro em até 3 milhões de m³ diários, passo considerado estratégico para diversificar a matriz energética nacional.
Metas de produção
Em nota, a companhia informou que a entrada em operação da P-78 contribui para a meta de alcançar, ao longo de 2026, produção média de 2,5 milhões de barris de petróleo por dia. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que grande parcela desse volume virá justamente de Búzios, reforçando a relevância do campo no portfólio da empresa e no plano de negócios em vigor.
Tecnologias de baixo carbono
Segundo a Petrobras, a plataforma incorpora sistemas voltados à redução de emissões e à eficiência operacional. Entre eles, estão o reaproveitamento de gases de queima, controle de rotação em bombas e compressores e integrações energéticas entre correntes quentes e frias nos processos de óleo e gás. Tais recursos visam diminuir a pegada de carbono das operações e otimizar o consumo de energia a bordo.
Com a P-78 em atividade, a Petrobras mantém o cronograma de expansão do pré-sal, segmento considerado prioritário pela estatal. Novas unidades de produção estão previstas para entrar em operação nos próximos anos, ampliando a contribuição do pré-sal para o total produzido pela companhia.
Com informações de Agência Brasil



