A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, atribuiu à guerra no Oriente Médio o aumento no preço do diesel anunciado nesta sexta-feira (13), informou a estatal em entrevista coletiva. A companhia afirmou que acompanha e avalia diariamente a evolução dos preços diante da instabilidade internacional.
A Petrobras também informou que, até o momento, não há previsão de reajuste para a gasolina. Segundo a empresa, as entregas aos distribuidores têm sido cumpridas e, em alguns casos, o fornecimento está acima do volume contratado, o que, segundo a estatal, afasta justificativas para eventuais faltas de combustíveis ou aumentos abusivos aos consumidores.
Motivos e valores
Chambriard destacou que o diesel vinha em trajetória de queda nos últimos anos, mas que a guerra foi o fator determinante para a reversão dessa tendência. O reajuste anunciado foi de R$ 0,38 por litro. A executiva afirmou que, sem as medidas do governo federal, o aumento teria sido maior.
O governo zerou as alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre a importação e a comercialização do diesel e editou medida provisória com subvenção para produtores e importadores. Cálculos do Ministério da Fazenda apontam que a suspensão dos impostos representa um alívio de R$ 0,32 por litro. Sem essas ações, o reajuste teria de ser de R$ 0,70 por litro, valor que seria repassado integralmente às distribuidoras; com as medidas adotadas, esse acréscimo foi reduzido a R$ 0,06 na prática.
A Petrobras ressaltou que o impacto final ao consumidor pode ser ainda menor, devido à mistura obrigatória do diesel com biodiesel, cabendo aos postos a decisão final sobre o preço cobrado nas bombas.
Atuação da cadeia e apelo por fiscalização
Apesar de não operar mais a revenda nos postos — a antiga subsidiária BR Distribuidora foi vendida à Vibra Energia, que mantém licença para usar a marca BR até 28 de junho de 2029 e conta com cláusula de non-compete — Chambriard pediu que não haja aumentos especulativos de margem por parte dos agentes comerciais. A presidente da estatal afirmou que compete às instituições de fiscalização e controle verificar e adotar medidas quando houver práticas abusivas.
Ela também fez um apelo aos governos estaduais para que considerem reduzir o ICMS sobre os combustíveis, argumentando que a alta internacional pressionada pela guerra já afeta a arrecadação dos entes federados e que a contribuição dos estados seria importante para aliviar o preço final à população.
Chambriard afirmou que a preocupação da Petrobras é evitar transmitir “nervosismo desnecessário” à sociedade enquanto o cenário internacional segue volátil.
Com informações de Agência Brasil




