A Polícia Federal (PF) apreendeu, na noite de terça-feira (25), aproximadamente 464 quilos de drogas que haviam chegado a João Pessoa disfarçadas em meio a um carregamento de milho. A ação contou com o apoio da Receita Federal e ocorreu em um imóvel do bairro Jardim Cidade Universitária, zona sul da capital paraibana.

Segundo informações repassadas pela PF, o trabalho começou a partir de dados de inteligência que indicaram a existência de um caminhão transportando o produto ilícito misturado a uma mercadoria aparentemente regular. Os agentes monitoraram o veículo desde a origem, acompanharam a descarga e aguardaram o momento em que a carga foi levada para dentro da residência identificada como ponto de armazenamento.

Com o flagrante, a responsável pela casa foi detida em flagrante e conduzida à sede da Polícia Federal em João Pessoa para a adoção dos procedimentos de praxe. De acordo com a corporação, a suspeita permanecerá custodiada até ser apresentada em audiência de custódia, quando a Justiça decidirá sobre a manutenção ou não da prisão preventiva.

A mulher deverá responder pelo crime de tráfico interestadual de drogas, previsto na Lei nº 11.343/2006. Caso seja condenada, poderá cumprir pena que varia de 5 a 15 anos, podendo chegar a 25 anos se forem reconhecidas circunstâncias agravantes, como a transnacionalidade ou o envolvimento de organização criminosa.

Além da apreensão do entorpecente, os investigadores abriram procedimento para identificar outros possíveis envolvidos, bem como a origem e o destino final da substância. O material recolhido será submetido a perícia, que deverá confirmar o tipo de droga, seu grau de pureza e o valor estimado no mercado clandestino.

Essa apreensão reforça a estratégia das forças federais de integrar ações de inteligência e fiscalização aduaneira para combater a entrada de drogas na Paraíba e em outros estados do Nordeste. Em operações semelhantes, órgãos de segurança já interceptaram cargas ocultas em produtos como grãos, frutas e cargas industriais, método utilizado por traficantes para tentar driblar a fiscalização.

A PF destacou que informações anônimas repassadas pela população, aliadas à análise de risco realizada pela Receita Federal, foram essenciais para o êxito da operação. As investigações continuam, e novas diligências não estão descartadas.

Com informações de Maispb