Agentes da Polícia Federal realizaram buscas e apreenderam objetos no gabinete do desembargador Magid Nauef Láuar, nesta sexta-feira (27), na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em Belo Horizonte. A diligência ocorreu no começo da tarde e contou com a presença de representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no local.

O desembargador alvo da ação ocupa posto no TJMG. Conforme apurado, os policiais federais estiveram dentro do prédio do tribunal para executar as medidas de busca e apreensão. Não há, no trecho divulgado, detalhes sobre a natureza dos itens apreendidos ou o teor dos documentos recolhidos.

Magid Nauef Láuar foi mencionado em reportagens recentes por ter absolvido um réu acusado de abuso em Minas Gerais, fato que motivou atenção pública em torno do seu gabinete. A presença conjunta de agentes da PF e de membros do CNJ indica articulação entre as instituições durante a atuação no tribunal, realizada na tarde de sexta-feira.

Fontes oficiais não detalharam, até o momento, os procedimentos legais que ensejaram a entrada no gabinete nem se há mandado judicial vinculando a ação. Também não foram divulgadas informações sobre prazos para a conclusão das averiguações ou sobre possíveis desdobramentos administrativos ou criminais decorrentes das buscas.

A assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e os responsáveis pelo gabinete do desembargador ainda não se manifestaram publicamente sobre a operação, segundo o registro disponível. A operação no edifício do TJMG chamou a atenção de servidores e de outros desembargadores no período em que se deu a ação.

As buscas e apreensões se inserem em um contexto de maior escrutínio institucional sobre decisões judiciais polêmicas e sobre a conduta de magistrados, mas o conteúdo público limitado sobre o caso impede, neste momento, uma descrição completa dos motivos e dos efeitos imediatos da medida adotada nesta sexta-feira.

Com informações de Paraibaonline