João Pessoa — 02 de outubro de 2025. A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a Operação Última Fase para desmontar um esquema de fraudes em concursos públicos que atuava a partir de Patos, no Sertão da Paraíba. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), integrantes do grupo obtinham acesso às provas antes da aplicação, vendiam fotos dos cadernos, gabaritos e até o tema da redação a candidatos poucas horas antes dos exames.
Interceptações telefônicas apontam que pai e filha negociavam uma vaga de auditor-fiscal do Trabalho por até R$ 500 mil. Em mensagens, eles discutiam o suborno de vigilantes, a desativação de câmeras e outros recursos para garantir a fraude. Também foi identificado o uso de documentos falsos para que um membro mais preparado da quadrilha prestasse a prova no lugar do candidato contratante.
As investigações começaram após denúncia anônima e contam com apoio dos Ministérios da Justiça e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. O grupo é suspeito de burlar concursos de alta concorrência, entre eles o Concurso Nacional Unificado (CNU) para auditor-fiscal do Trabalho, seleções da Caixa Econômica Federal, polícias civis, Polícia Federal e o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil.
A Justiça Federal na Paraíba expediu três mandados de prisão contra os líderes do esquema, além de 12 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas na Paraíba, em Pernambuco e em Alagoas. Também foram determinadas medidas cautelares para afastar servidores que teriam ingressado no serviço público com apoio da quadrilha.
Imagem: Internet
Os investigados foram eliminados dos processos seletivos e afastados dos cargos já ocupados. Eles poderão responder por fraude em certame de interesse público, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público.
Com informações de MaisPB



