O Partido Liberal (PL) na Paraíba informou que apresentará pedido de suspensão da diplomação de Edvaldo Neto, prefeito eleito de Cabedelo, afastado após a deflagração da Operação Cítrico na manhã desta terça-feira (14). O comunicado foi feito em coletiva de imprensa com a presença dos ex-candidatos Walber Virgolino e Morgana Maceno, do deputado estadual George Morais, do senador Efraim Filho e do advogado do PL, Saul Barros.

Segundo o advogado do partido, já foram ajuizadas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apontam diversas supostas irregularidades na campanha de Edvaldo Neto, entre elas o aliciamento ilícito de eleitores. Saul Barros afirmou que o pedido de suspensão da diplomação tem como objetivo impedir a perpetuação do mesmo grupo político que, segundo a defesa do PL, estaria mantendo organizações criminosas no poder.

Operação Cítrico

A Operação Cítrico foi deflagrada na manhã desta terça-feira (14) e investiga um esquema que, conforme as autoridades, teria empregado a contratação fraudulenta de empresas de fornecimento de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”. A investigação aponta infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo/PB, circulação de recursos públicos em favor do crime organizado e uso de contratos administrativos para manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

As apurações teriam identificado um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes da organização criminosa, com objetivo de perpetuar contratos milionários e distribuir vantagens ilícitas. O valor movimentado pelo esquema pode chegar a R$ 270 milhões.

Na operação estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário, entre elas o afastamento do atual prefeito de Cabedelo/PB e de outros servidores públicos. As ações visam aprofundar a coleta de provas, preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas.

As diligências estão sendo realizadas em força-tarefa conjunta entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por meio do GAECO, e a Controladoria-Geral da União.

Com informações de Maispb