A Polícia Militar de Guarulhos (SP) realizou uma operação que culminou na apreensão de 2.442 canetas emagrecedoras, importadas ilegalmente do Paraguai, e avaliadas em aproximadamente R$ 1 milhão. O material, proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tinha como destino final a cidade de João Pessoa, na Paraíba.
Durante a ação, marcada por abordagens de rotina em áreas estratégicas de Guarulhos, os militares encontraram as embalagens contendo substâncias sem qualquer registro ou autorização para comercialização no Brasil. A Anvisa classifica esses produtos como de alto risco, uma vez que não há controle sobre a procedência ou composição química dos princípios ativos utilizados nas canetas.
Quatro homens foram detidos em flagrante por contrabando e porte de substâncias proibidas. Conforme o boletim de ocorrência, os suspeitos não apresentaram documentação que comprovasse a regularidade dos produtos e foram encaminhados ao 4º Distrito Policial de Guarulhos, onde permanecem à disposição da Justiça.
Riscos à saúde pública
Especialistas alertam que as canetas emagrecedoras costumam conter hormônios ou estimulantes do sistema nervoso central, o que pode causar efeitos adversos graves, como arritmias cardíacas, distúrbios hormonais e alterações psiquiátricas. Sem controle de qualidade e sem acompanhamento médico, o uso indiscriminado desses produtos representa ameaça significativa à saúde da população.
As investigações apontam que o esquema de contrabando se aproveitava de rotas de transporte entre o Paraguai e o estado de São Paulo, onde as mercadorias eram divididas em cargas menores antes de seguir para o Nordeste. A Polícia Militar trabalha agora em conjunto com a Polícia Federal e a Receita para identificar outros envolvidos na rede de distribuição clandestina.
A apreensão reforça o esforço das autoridades em combater o comércio ilegal de produtos que colocam em risco a saúde pública. A Anvisa também mantém canais abertos para denúncias de mercadorias suspeitas e orienta a população a adquirir medicamentos somente em estabelecimentos autorizados.
Com informações de Paraibaonline



