Na manhã do último domingo (24), uma ação de rotina da Polícia Militar resultou na apreensão de mais de 792 quilos de mortadela de frango com o prazo de validade vencido em 12 de dezembro de 2025. A mercadoria era comercializada em estabelecimentos do bairro de Mangabeira, na Região Metropolitana de João Pessoa.
Durante patrulhamento pelo bairro, uma guarnição do 1º Batalhão da Polícia Militar percebeu movimentação atípica em torno de um box que armazenava diversas caixas do produto. Após denúncia ao Centro Integrado de Operações da Paraíba (Ciop), os policiais realizaram revista no local e encontraram 61 caixas de mortadela, totalizando aproximadamente 792,4 quilos.
O responsável pelo material, identificado como Joseilton da Silva, de 34 anos, foi detido em flagrante. Ele confessou aos agentes que adquiriu a mercadoria para revenda e admitiu ter vendido cerca de dez caixas do produto, cobrando valores entre R$ 8,00 e R$ 10,00 por unidade. Segundo o próprio acusado, os compradores eram previamente informados sobre a data de validade vencida.
Após a prisão, Joseilton foi conduzido à Central de Flagrantes da Polícia Civil da Paraíba, onde prestou depoimento. Na segunda-feira (25), ele passou por audiência de custódia na 2ª Vara Regional de Garantias, sob a presidência da juíza Silse Maria da Nóbrega Torres. Em sua decisão, a magistrada considerou que o réu é primário, possui bons antecedentes e não apresenta indícios de habitualidade criminosa, concedendo liberdade provisória para que responda ao processo em liberdade.
Providências sanitárias
A Agevisa/PB foi acionada pela Polícia Civil para adotar as medidas sanitárias cabíveis. O órgão emitiu notificação ao setor de vigilância municipal para proceder com a destinação e o descarte das 61 caixas de mortadela vencida. De acordo com a legislação sanitária, o descarte desses produtos não pode ser realizado pela equipe responsável pela apreensão, devendo seguir protocolo específico de eliminação de alimentos impróprios para consumo.
Até o momento, não há registro de vítimas por consumo do referido produto, mas as autoridades orientam comerciantes e consumidores a verificarem sempre as datas de validade antes de adquirir ou consumir alimentos processados.
O caso será investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Saúde Pública da Paraíba, que vai apurar eventual envolvimento de outros suspeitos na distribuição da mortadela irregulares.
Com informações de Maispb


