A Polícia Civil da Paraíba informou que ainda depende do resultado de exame pericial do Instituto de Polícia Científica (IPC) para dar continuidade às investigações sobre um crânio humano achado na praia do Seixas, em João Pessoa, no último domingo (18). O vestígio foi localizado em uma das piscinas naturais da região, ponto turístico bastante frequentado em dias de maré baixa.

Detalhes da análise pericial

Segundo o IPC, o material ósseo já está sob responsabilidade da equipe de antropologia forense. O procedimento inicial prevê a extração de DNA para a elaboração de um perfil biológico, que deve apontar características como sexo e faixa etária da vítima. Somente após a conclusão do laudo antropológico a Polícia Civil poderá traçar uma linha de investigação e avançar na apuração do caso, de acordo com a corporação.

Como o crânio foi encontrado

O achado ocorreu durante um passeio turístico guiado pelas piscinas naturais da praia do Seixas. Por volta da tarde de domingo, o grupo percebeu um objeto flutuando na água e identificou tratar-se de um crânio humano. Imediatamente, o guia responsável acionou o Corpo de Bombeiros, que recolheu o material e o levou para perícia.

Um dos turistas envolvidos no passeio, Samuel Duarte, doutorando em farmacologia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), descreveu o susto ao encontrar o crânio. Ele relatou ter passado de um momento de lazer com a família para o choque de ver restos mortais em um local considerado paradisiaco.

“Eu fiquei, caramba, que coisa violenta, que coisa macabra, em um ponto turístico tão bonito da cidade”, disse o estudante, ressaltando que chegou a fazer fotos momentos antes do achado. O rastro de sangue ou indícios de violência física não foram relatados pelas autoridades até o momento.

A praia do Seixas é conhecida pelas águas claras e pelos passeios de lancha e catamarã que exploram suas formações rochosas e piscinas naturais. O incidente, no entanto, interrompeu temporariamente as atividades de turismo na área enquanto as equipes aguardam a liberação do laudo pericial do IPC.

A investigação permanece em fase inicial até que o documento seja entregue, possibilitando a identificação da vítima e o direcionamento das buscas por responsáveis ou outras informações que ajudem a esclarecer as circunstâncias da morte.

Com informações de G1