Uma ação conjunta da Polícia Civil, Receita Federal e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) retirou de circulação mais de uma tonelada de mercadorias falsificadas na manhã desta quarta-feira (26) no Centro de João Pessoa. A operação, conduzida por equipes especializadas, teve como alvo uma loja que comercializava itens eletrônicos sem certificação oficial, colocando consumidores em risco.

De acordo com o delegado Ademir Fernandes, responsável pela investigação, os agentes localizaram grande quantidade de fontes, cabos, carregadores para celular e outros aparelhos que não passaram pelo processo de avaliação de conformidade exigido para venda no país. “Esses produtos não atendem às normas técnicas e de segurança, o que representa ameaça direta ao usuário final”, afirmou o delegado durante a coleta do material.

O trabalho começou nas primeiras horas da manhã. Após o cumprimento do mandado de busca e apreensão, equipes da Polícia Civil isolaram a área interna do estabelecimento para catalogar cada item. Paralelamente, servidores da Receita Federal conferiram a procedência das mercadorias e verificaram indícios de falsificação de marcas conhecidas. Técnicos da Anatel, por sua vez, checaram a ausência de homologação dos equipamentos, etapa obrigatória para que bens de telecomunicações possam ser comercializados legalmente no Brasil.

Concluída a primeira etapa, todas as caixas apreendidas foram acondicionadas em viaturas e carregadas em caminhões da Receita Federal. O material seguirá para Recife (PE), onde ocorrerá a pesagem definitiva e a contagem individual de cada unidade. A partir desse inventário, será instaurado o devido processo de destinação, que pode envolver destruição ou leilão, conforme determina a legislação aduaneira.

Embora o balanço final dependa da conferência em Recife, a Polícia Civil adianta que o volume já ultrapassa uma tonelada. A corporação ressalta que a operação faz parte de um esforço contínuo para coibir a venda de artigos falsificados e proteger o consumidor. “Quem adquire esses produtos corre o risco de choque elétrico, curto-circuito e até incêndio, além de contribuir para a concorrência desleal”, destacou Ademir Fernandes.

Os proprietários da loja foram encaminhados à Central de Polícia para prestar depoimento. Eles poderão responder por crimes contra a propriedade industrial, contrabando e receptação. As investigações seguem para identificar eventuais fornecedores e rotas de distribuição.

As autoridades reforçam que denúncias anônimas ajudam na identificação de pontos de comércio irregular. A Polícia Civil disponibiliza canais de contato para quem desejar relatar a venda de produtos sem certificação ou de origem duvidosa.

Com o encerramento da operação, a área foi liberada para circulação de clientes e trabalhadores do Centro, e o caso permanecerá sob acompanhamento da Delegacia de Defraudações de João Pessoa.

Com informações de G1