A Polícia Civil abriu inquérito para apurar se uma pizza de carne de sol na nata foi a causa da morte de uma mulher e do surto de intoxicação registrado em uma pizzaria de Pombal, no Sertão da Paraíba. Mais de 100 pessoas relataram sintomas após consumir alimentos no estabelecimento na noite de domingo (15).
O delegado Rodrigo Barbosa, responsável pelas investigações, informou que as perícias são necessárias para esclarecer se os problemas foram provocados por ingredientes estragados, por contaminação acidental ou por substância tóxica. Segundo ele, somente os resultados laboratoriais poderão determinar a origem do problema.
Barbosa ressaltou que a hipótese de envenenamento intencional é considerada improvável pela polícia, uma vez que funcionários do estabelecimento também consumiram a mesma pizza e passaram mal em curto período de tempo. Ainda assim, a investigação mantém a linha de apurar um eventual envenenamento acidental.
De acordo com depoimento de um dos administradores da pizzaria, a carne utilizada na preparação da pizza foi adquirida no sábado (14) e a nata foi preparada na tarde do mesmo dia, um dia antes do consumo coletivo no domingo (15). Materiais alimentícios do local e uma sobra de pizza enviada para a casa de um cliente foram recolhidos para análise.
Morte de cliente
A vítima foi identificada como Raíssa Meritein Bezerra e Silva, de 44 anos. Ela esteve no estabelecimento na noite de domingo acompanhada do namorado para comer uma pizza de carne de sol. Ambos passaram mal após a refeição e foram atendidos no Hospital Regional de Pombal; o homem recebeu alta, enquanto Raíssa retornou à unidade na manhã de segunda-feira (16) e permaneceu internada até o óbito, confirmado por volta das 8h59 (Brasília UTC-3) desta terça-feira (17).
Familiares descrevem Raíssa como engenheira agrônoma, servidora pública, alegre e acolhedora. Em nota, a equipe médica informou que a paciente apresentou rápida piora do quadro clínico, foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado gravíssimo com sinais compatíveis com quadro infeccioso grave.
Perícias da Polícia Civil e análises da Vigilância Sanitária estadual (Agevisa-PB) serão realizadas nos alimentos recolhidos no estabelecimento e em amostras do corpo da vítima, incluindo exames toxicológicos. O Ministério Público da Paraíba também abriu procedimento para investigação do caso.
Em vídeo encaminhado ao Jornal da Paraíba pela advogada Raquel Dantas, que representa o proprietário Marcos Antônio, o dono do estabelecimento manifestou pesar pela morte e pelo transtorno causado às pessoas que necessitaram de atendimento médico.
As investigações seguem em curso até a conclusão das análises periciais e emissão dos laudos técnicos.
Com informações de Jornaldaparaiba




