A Polícia Civil desativou uma câmera clandestina usada pelo tráfico de drogas para monitorar o acesso a uma comunidade de João Pessoa em 18 de maio de 2026. O equipamento estava instalado em uma rua do bairro Mangabeira IV, na Zona Sul da capital paraibana.
De acordo com o delegado Lucas Sá, da 9ª Delegacia Distrital, a remoção do aparelho ocorreu após denúncias recebidas pela polícia. A ação foi realizada em conjunto com a concessionária de energia local, que auxiliou na desativação do equipamento.
Segundo o delegado, as equipes verificaram a denúncia e constataram que a câmera não fazia parte do sistema público. A investigação aponta que o equipamento vinha sendo empregado para acompanhar a movimentação de policiais na região, o que motivou a intervenção.
A rua onde a câmera estava localizada dá acesso a uma comunidade situada nas proximidades da Estação Elevatória de Esgotos da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). A partir do poste onde o aparelho foi instalado era possível visualizar trechos das ruas Missionária Tamar Nunes e Mozart Armstrong.
O material recolhido será encaminhado à Unidade de Inteligência Policial (Unintepol) para perícia e análise. A expectativa é que a investigação identifique como o equipamento era operado e obtenha informações adicionais sobre sua utilização pelo crime organizado.
O episódio integra uma série de ações da polícia contra dispositivos eletrônicos instalados por grupos criminosos na Região Metropolitana de João Pessoa. Em 10 de maio de 2026, reportagem do programa Fantástico revelou que o município vizinho de Cabedelo possuía cerca de 30 câmeras clandestinas, apelidadas de “besouros”, instaladas em postes de comunidades e outras áreas. Na investigação foi indicado que esses aparelhos eram utilizados em uma central de monitoramento ligada ao Comando Vermelho, do Rio de Janeiro.
A operação em Mangabeira IV reforça os esforços das autoridades locais para retirar equipamentos irregulares empregados pelo tráfico e aprofundar apurações sobre redes de vigilância montadas por organizações criminosas.
Com informações de G1



