Uma operação coordenada pela Polícia Civil da Paraíba cumpriu, na segunda-feira (29), sete mandados de prisão preventiva contra seis detentos já recolhidos no sistema prisional de João Pessoa. A ação, divulgada nesta terça-feira (30), integra a chamada “Operação Mandacaru”, que mira integrantes de uma organização criminosa com atuação predominante no bairro de mesmo nome, na zona norte da capital.

Segundo a Delegacia de Crimes Contra a Pessoa da Capital (DCCPES), responsável pela investigação, os alvos são apontados como participantes de uma série de homicídios registrados entre 2024 e 2025. A polícia afirma que o grupo exercia controle territorial em Mandacaru e utilizava violência para consolidar sua presença na região.

O cumprimento de sete ordens judiciais para apenas seis investigados ocorreu porque um dos detentos recebeu dois mandados distintos, cada um relacionado a investigações diferentes dentro do mesmo inquérito. Todos os suspeitos já haviam sido presos por outras acusações, mas, de acordo com a DCCPES, continuavam a coordenar atividades ilícitas mesmo atrás das grades, inclusive ordenando execuções.

Esta é mais uma etapa de um processo de apuração que, até o momento, contabiliza cerca de 60 prisões — entre flagrantes e mandados judiciais — relacionadas a crimes contra a vida na Grande João Pessoa. A Polícia Civil informa que a força-tarefa envolve equipes de inteligência, agentes de campo e apoio operacional da administração penitenciária para garantir o cumprimento simultâneo das decisões judiciais dentro das unidades prisionais.

De acordo com as autoridades, as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e esclarecer a cadeia de comando da facção. Os inquéritos também buscam elucidar a motivação específica de cada assassinato atribuído ao grupo e verificar se ordens externas colaboraram com a execução dos crimes.

Os suspeitos permanecerão em regime fechado, agora sob novas acusações de homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Eles serão ouvidos novamente pela DCCPES nos próximos dias, enquanto o Ministério Público analisa o conjunto de provas apresentadas para oferecer denúncia à Justiça.

Com informações de G1