A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, recolheu aproximadamente 464 quilos de drogas em João Pessoa na tarde de terça-feira, 25 de novembro. O material ilícito estava armazenado em uma casa situada no bairro Jardim Cidade Universitária, na zona sul da capital paraibana.
De acordo com a PF, a operação foi desencadeada após o serviço de inteligência detectar que um caminhão transportava entorpecentes ocultos em meio a uma carga regular de milho. A carreta passou a ser acompanhada de forma discreta, e o monitoramento prosseguiu até que o carregamento fosse descarregado no imóvel onde ocorreu o flagrante.
Agentes federais cercaram a residência assim que o produto foi descarregado e localizaram dezenas de tabletes escondidos em cômodos diferentes. O peso total aferido chegou a cerca de 464 quilos, quantidade suficiente para abastecer o comércio ilícito por vários meses, segundo estimativa dos investigadores.
A proprietária da casa, identificada pelas autoridades apenas pelas iniciais, foi presa em flagrante. Ela foi conduzida à Superintendência da Polícia Federal em João Pessoa para depoimento e lavratura do auto de prisão. A suspeita permanecerá custodiada até audiência de custódia, quando um juiz avaliará a manutenção ou não da detenção preventiva.
A mulher responderá pelo crime de tráfico interestadual de drogas, previsto na Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). A tipificação prevê pena que pode chegar a 25 anos de reclusão, além de multa. Se condenada, ela também pode perder bens e valores ligados à atividade criminosa.
Todo o entorpecente apreendido foi encaminhado para perícia no Instituto Nacional de Criminalística, onde serão realizados exames para confirmar o tipo de substância e o grau de pureza. O resultado auxiliará na instrução do inquérito, que seguirá para o Ministério Público Federal.
A Polícia Federal mantém sigilo sobre detalhes da investigação, mas informou que o trabalho segue para identificar outros envolvidos, inclusive os responsáveis pelo envio da carga e possíveis receptadores. A corporação ressaltou ainda que operações integradas com a Receita Federal têm sido intensificadas para coibir a utilização de cargas lícitas como disfarce para o transporte de drogas.
Com informações de G1




