Brasília (DF), 22/02/2024, Movimentação de Policiais Federais, em frente ao Prédio da Polícia Federal em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Na sexta-feira (5), a Polícia Federal deu início à Operação Zona Cinzenta, que mira a Amprev (Amapá Previdência), responsável pela gestão do regime próprio de previdência do estado do Amapá. A investigação ocorre em razão de aplicações financeiras realizadas pela entidade no Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

De acordo com as informações oficiais, os aportes feitos pela Amprev no Banco Master são objeto de análise para verificar se houve irregularidades na alocação de recursos públicos. Os agentes federais concentram o trabalho no diretor-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, além de dois integrantes do comitê de investimentos da entidade, entre eles Jackson Rubens.

O Amprev é a gestora dos ativos voltados ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Amapá. Criada para administrar os fundos previdenciários locais, a instituição passou a realizar aportes em diversos produtos financeiros com o objetivo de diversificar a carteira de investimentos e potencializar a rentabilidade desses recursos.

Já o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, é uma instituição financeira que oferece serviços de crédito, investimentos e gestão de recursos para diferentes segmentos do mercado. A relação entre o gestor previdenciário estadual e o banco privado tornou-se ponto central das apurações da Operação Zona Cinzenta.

A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o montante investido pela Amprev nem sobre a estratégia adotada para esses aportes, tampouco informou o teor exato das suspeitas que motivaram a operação. Também não foram divulgados prazos para conclusão das diligências nem eventuais medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Até o momento, o andamento das investigações e possíveis desdobramentos não foram tornados públicos pelas autoridades federais.

Com informações de Paraibaonline